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Marginalidade sem pena

18/01/2017

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

 

O negócio brasileiro é a hipocrisia com que as autoridades tratam assuntos sérios, que deveriam ser solucionados por aqueles que são pagos para cuidá-los.


Sejamos decentes com nós mesmos. Não criou nenhum torpor, fisson nacional a morte dos 60 detentos em penitenciária de Manaus e muito menos os 30 de Roraima, em brigas de facções. Através das redes sociais as informações eram impublicáveis pela imprensa- quer lida ou televisada-, por estarem relacionadas com a decapitação dos mortos e a retirada do seus pênis que eram enfiados nas suas próprias bocas, por serem tidos como estupradores. Os que estiveram a cabeça arrancada do corpo tinham seu pênis enfiado na boca...


É um negócio antigo, das superlotações das cadeias brasileiras: Trata-se de casos dantescos, horríveis, mas nossas autoridades não parecem preocupadas com essas superlotações. Vejam num país pobre, pilhado em seus recursos públicos por uma chusma de ladrões de colarinho branco, engomado, com um palmo de largura, não pode ter dinheiro sobrando para construção de penitenciárias decentes. Quando ocorre uma tragédia de tamanho tão monumental, entra todo mundo gritando para levar vantagem, enquanto a sociedade clama (e clama mesmo, sem rodeios) que deveriam morrer todos internos, pelos atos hediondos que cometem, muito embora no meio dessa gente existam aqueles que estão ali por crimes passionais, que é um negócio completamente diferente.


Bandido bom é bandido morto, dizem aqueles que não têm pena de bandidos. O que o Estado poderia ter, de fato, é estabelecimentos penitenciários bem montados, organizados, com grandes colônias penais onde o preso, em regime de reclusão plena, pode ir para espaços onde pudessem prestar serviços em áreas diversas, principalmente no agrícola.


No país da demagogia, da mais descarada abundância burocrática, o criminoso deveria ser tratado como criminoso mesmo, não com esse negócio cínico de ser pena de prisão abrandada por livros que vier a ler, curso à distância que freqüentar, um monte de invencionices e, ainda, ter um salário para poder utilizar quando sair da prisão, afora um salário que ainda é destinado à família de cada preso.


O sujeito mata, estupra, assalta, seqüestra, mata de forma impiedosa, some com seus mortos, enfrenta a Polícia com armas modernas adquiridas com o comércio de droga, atormenta a vida das cidades e, ainda, tem um tal de Direitos Humanos para defendê-lo.


A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármem Lúcia, solicitou ao IBGE um levantamento classificatório dos presos brasileiros, para saber os crimes que cometeram, para dividi-los por grupos. É uma medida louvável mas, mais louvável ainda seria por-se um fim a esse processo indecente de redução de pena a bandidos que são soltos para voltarem a chefiar o tráfico, delinqüe impiedosamente. Tudo isso vai acabar muito mal.

 


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