Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Lições da vida

23/01/2017

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.


 

 

Não pode ser um fato único, mas ele é o mais visível, e mais palpável, o mais real e o mais sólido que até agora apareceu, a determinação, a coragem do magistrado Federal Sérgio Moro, em exercer seu poder de fazer justiça num país tão carente dela, na sua mais absoluta expressão.


 

Meu pai dizia aos filhos que existiam inúmeras formas de ficar rico: primeiro, ganhando uma herança, e acrescentava, que à nossa família não convinha alimentar esses sonhos; segundo, ganhando na loteria um gordo primeiro prêmio, mas essa sorte era distribuída entre 360 milhões de apostas; terceiro, assaltando um banco mas, o resultado, invariavelmente, era desastroso, redundando em prisão. O mais correto e promissor era trabalhar incansavelmente, noite e dia e amealhar, ao menos, 20% do que ganhava. As pessoas só construíam a riqueza quando amealhada aos poucos, aos centavos e não aos milhões.


“Você quer ser um homem rico? Pois vou te dar um conselho. Veja aqui na estante. Vou te emprestar o primeiro volume de “José Bálsamo – Memórias de um Médico”, do consagrado Vitor Hugo que, em última análise, a história da Revolução Francesa é o trabalho silencioso da maçonaria em busca da “liberdade, fraternidade e igualdade”.

 

Sentei-me a um canto e fui ler a história de José Bálsamo. Mergulhei no livro de cabeça e, no final de um mês tinha lido todos volumes. Fui então à presença do meu pai, exultante, com o último livro da história na mão, afirmando: “Li todos”. Espantado, apontou uma cadeira em sua frente. “Senta aí... Conta-me a história toda”. Debulhei a história do começo ao fim, sendo surpreendido com uma afirmativa: “Estou diante de um homem rico”.

 

—Como rico? – “De saber”, retrucou ele. “Ninguém, jamais tirará da sua cabeça essa formidável história. Raras pessoas terão coragem de ler com tanta determinação tal história. És um homem rico...”


 

Um outro conselho, além do de me transformar num home “rico”, meu pai, que lia e criticava o que escrevia, certa feita me aconselhou: “Seja autêntico. Seja você mesmo. Nunca se preocupe do que possam pensar a seu respeito. As pessoas são livres para pensar de nós o que elas bem entenderem. Se tocarem em sua honra, lute, busque a justiça, uma reparação moral. Se cometer a estupidez de se atracar com seu desafeto, dou-lhe um conselho. Marque bem o meio da cara dele, o nariz, e dê-lhe um murro com toda sua força. Ele não levantará tão cedo. Morra lutando. Não fuja nunca. Só os covardes fogem. Morra como homem”.

 

Estou com vergonha da forma com que estão tratando o meu país. Essa monstruosidade toda vai desaguar numa tragédia nacional. O homem de bem não desapareceu, ele ainda é extraordinária maioria, mas está com vergonha de se meter no meio dessa formidável canalha

 


Imprimir | Enviar para um amigo