Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Parasita

03/01/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.


 

Guerra Junqueiro, uma das mais fantásticas lendas da genialidade literária portuguesa, no prefácio de um dos seus mais importantes livros: “A velhice do Padre Eterno”, em 1887, nos diz:

“Nunca discuti, nem jamais discutirei com quem quer que seja, o valor literário duma obra minha.

“Um livro atirado ao público equivale a um filho atirado à roda. Entrego-o ao destino, abandono-o à sorte. Que seja feliz é o que lhe desejo; mas, se não for, não verterei uma lágrima.

“Não faço versos por vaidade literária. Faço-os pela mesma razão por que o pinheiro faz resina, a pereira, peras e a macieira, as maçãs: é uma simples fatalidade orgânica. Os meus livros, imprimo-os para o público, mas escrevo-os para mim.”

Ateu, absolutamente convicto, perseguido pelo Tribunal do Santo Ofício, da Igreja Católica Romana, Guerra Junqueiro prosseguiu, até seus últimos dias atormentando a Igreja Católica, do seu esconderijo, com seus versos sarcásticos, dentre os quais destaco: “Os parasitas:

 

“No meio duma feira, uns poucos de palhaços

Andavam a mostrar, em cima dum jumento

Um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,

Aborto que lhes dava um grande rendimento.”

 

“Os magros histriões, hipócritas, devassos,

Exploravam assim a flor do sentimento,

E o monstro arregalava os grande olhos baços

Uns olhos sem calor e sem entendimento”.

 

“E toda gente deu esmola aos tais ciganos:

Deram esmola até mendigos quase nus.

E eu, ao ver esse quadro, apóstolos romanos,”

 

“Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da cruz,

Que andais pelo universo, há mil e tantos anos,

Exibindo, explorando o corpo de Jesus”.

Quando assisto esses religiosos pela TV, paga com o dinheiro dos trouxas, alguns com impressionantes igrejas, fantásticos templos, para explorar a burrice humana, fico a imaginar: até quando vamos ter que suportar tamanha sandice.

O interessante é que tem gente pra tudo...

À memória de Guerra Junqueiro.

 


Imprimir | Enviar para um amigo