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Coisas do Brasil I

07/01/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Ano passado, um número de amigos, na maioria parentes, fizemos um espécie de viagem nostálgica a Baixo Guandu, cidade vizinha a Aimorés, na fronteira do Espírito Santo com Minas Gerais. O sistema de transporte, sob o comando da minha nora Ana Teresa, foi o ferrocarril, da Campanha Vitória à Minas, que integra o sistema de transporte de minério de ferro das jazidas do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, até o Porto de Tubarão.

Os trens são modernos, com ar refrigerado, poltronas estufadas. Não chega a ser um primor dos trens europeus, mas são bons, mas o desencanto é a velocidade desenvolvida. Como uma nação pode ir pra frente se seu sistema ferrocarril se arrasta, serpenteia pachorrentamente morro acima e morro abaixo, num atestado eloquente de que não há preocupação com o dia de amanhã, numa “marcha” de 24 hm/h².

Vencer um trecho entre a Estação Pedro Nolasco, em São Torquato, no município de Vila Velha e a cidade de Baixo Guandu, em cinco horas, quando chega no horário, é um negócio vergonhoso.

A viagem saudosa a Baixo Guandu, de trem se transformou num suplicio, pela demora, pela preguiça de desenvolvimento.

Setembro do ano atrasado estivemos no Japão experimentando, de novo, aquela maravilha do Trem Bala, vindo à lembrança o trem da Dilma, para as olimpíadas e depois para a copa do mundo de futebol. Fizeram um projeto meio bunda, sem pé nem cabeça, que acabou não indo para frente simplesmente por falta de dinheiro e de planejamento e, se saísse, seria semelhante à roubalheira ocorrida nas construções e reformas dos estádios de futebol, engordando uma cambada de safados da pior espécie.

Quando tenho que percorrer trechos de 200 ou até menos quilômetros das BRs 101 e 262 fico a imaginar a incapacidade gerencial dos nossos governantes, a falta de escrúpulos de vigiar um empreiteiro para que não construa uma grande merda, apelidada de rodovia, com uma camada de asfalto que se derrete com a primeira tempestade.

O “Estado de São Paulo”, de 2 de janeiro em curso, traz uma reportagem sobre nossos trens com a seguinte título: Dados da ANTT mostram que, de 2001 a 2016, a velocidade dos trens caiu entre 5% e 76%; há casos que as locomotivas circulam a menos de 10 km/h; falta de investimentos e aumento da carga em alguns trechos, estão entre as explicações.”

Não sei como o povo brasileiro, tão afeito a coçar o saco, amante da burocracia, da malandragem, da preguiça, quer ir viver nos Estados Unidos, suportar as birras de Donald Trump e servir de criado para os americanos, trabalhar por hora, sem 13º salário, sem hora extra e sem auxílio desemprego e o atestado médico.

 


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