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Antes que seja tarde

09/04/2018

 

Velhas cartas, todas marcadas pelo vício, pelo uso, pelo manuseio, pela troca de “endereço”. Quais as mudanças que prometem para o próximo pleito? Os candidatos são os mesmos, embora, vez por outra, mudam de siglas que funcionam como cumprimento de objetivo legais, para o registro.

Não existe um objetivo de ferir susceptibilidades, mas criar apenas uma expectativa em torno de novos candidatos, daqueles que nunca foram eleitos e que, quem sabe, podem mudar a cara da política brasileira, com as investidas que, vamos dizer, aqui pra nós, com um pouco de sutiliza: quem está trabalhando mesmo no país é o Ministério Público. O que essa turma do Processo Lava-Jato faz em benefício do Brasil, apoiando as decisões do juiz Sérgio Moro, é um fato inédito. Realmente, todo Ministério Público vem mudando, ocupando seu espaço, o que é muito importante para o país.

O problema brasileiro é a dubiedade com que age a justiça, apoiando decisões as mais absurdas, com relação á prisão dos condenados em segunda instância. Se a lei exige que o condenado seja preso imediatamente, como discutir habeas corpus “extraordinário” para Lula. Quem tem medo de Lula e sua turma? Que país é esse que estão se referindo, onde a justiça é mancomunada com os que pregam violência e até mesmo a mudança de regime?

A Justiça brasileira se tornou um caso curioso para se entender. Qual a dúvida que existe para a prisão de Lula? Dizem renomados juristas que a sentença que condenou Lula, aplicada pelo juiz federal Sérgio Moro é uma das mais perfeitas, pelos fundamentos e documentos utilizados, da justiça brasileira. Como se rever, através de um habeas corpus, pelo Supremo Tribunal Federal, pra postergar a prisão de Lula. Quem foi que disse que Lula está acima da lei? Cacete nela e em qualquer outro.

No Brasil existem manias de se imaginar que as coisas ruins devem ser usadas ou olhadas por uma ótica mais cor de rosa. Lula foi um governante maldito, um destruidor da economia nacional. Quase transformou o país numa indecente república comunista e, estranho, querem que ele continue.

O quadro político nacional é o pior possível. Só sairemos desse processo nefasto de corrupção se mudarmos o país, aposentarmos toda sua classe política. Vem sempre a pergunta: Alguém se salva? Sei lá! No vir das dúvidas, renova-se todo mundo, para ver se melhora de vez.

Exatamente há 54 anos se fez uma revolução no país, uma exigência do povo que foi às ruas, com o apoio da Igreja Católica. O Movimento Militar de 1964 poderia ter mais sucesso, se os militares não se juntassem à classe política que, exatamente, queria destruir a democracia nacional.

O resultado é que, 54 anos depois, de todas tragédias de Sarney a Temer, o que nos resta é outro movimento revolucionário, diferente.


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