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Atraindo marginais

15/04/2018

Não sei se por falta de assunto, tentativa de sair do ramerrão político que destrói a democracia nacional, “nossa” imprensa, há muitos anos, tem pregado a exagerada criação de empregos no Estado do Espírito Santo, em volume tão exagerado que hoje “sediamos” um dos maiores conjuntos de marginais, da mais alta periculosidade, nas favelas da ilha de Vitória, a capital do Estado.

Vem ocorrendo um fato meio grotesco, inusitado, como gostam de dizer os mineiros, com a recente votação do novo Plano Diretor Urbano de Vitória, onde a pressão das “comunidades” dos morros é para que não se construa prédios que tampem sua visão da periferia, querem enxergar distante e, a Câmara Municipal, genuflexa, aprova a medida e quem imaginou adquirir terrenos caros nas avenidas da cidade com objetivo de investir, criar oportunidades de emprego, quebraram a cara.

Inconsequente ou inconsciente, nossa imprensa alardeia, desde que aqui aportaram grandes projetos industriais para a área do Porto de Tubarão, a região da Grande Vitória se transformou num gigantesco depósito de desocupados, de perigosos marginais, que intimidam as autoridades policiais pelo poder de fogo que possuem, armamento de última geração, enquanto a polícia está ainda na era do bodoque.

Com o anunciar de milhares e milhares de vagas em novos empregos que serão atraídos pelo “novo” Aeroporto ou criação de empregos por multinacionais que virão empreender no campo do petróleo, devendo absorver, dentro de quatro anos, seis mil empregados, afora o Aeroporto, com seus 57 mil novos empregos. A ideia é eminentemente inconsequente.

O desenvolvimento é atraído por circunstâncias naturais do crescimento econômico e não ao sabor do noticiário que vai lá fora alcançar o desocupado, sem capacitação para o trabalho produtivo para vir se encostar numa região como a Grande Vitória, que está ficando difícil de ser habilitada por gente decente.

Ao lado do anúncio da criação de 6 mil vagas por multinacionais do petróleo, na Grande Vitória, a sede do antigo Colégio Americano, bem no coração da cidade, há 20 passos do Parque Moscoso, foi invadida por sem – teto-, exatamente essa gente atraída por notícias alarmantes da criação de empregos num dos mais graves instantes de escassez.

Não creio que surta efeito pedir a esse tipo de noticiarista que guarde seus exageros para notícias sobre carnaval, futebol, pescaria e outras tolices. Deixa o Estado promover seu desenvolvimento sem mentiras. É o mínimo que podem fazer pelo Estado cercado de marginais.

 

 


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