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Problemas sindicais.

05/05/2018

 

No decurso de mais de 60 anos da existência do Sistema Sindical Brasileiro, em momento algum as autoridades e sindicalistas de um modo geral realizaram qualquer iniciativa, qualquer estudo, qualquer mecanismo de se alterar a fórmula de arrecadação da Contribuição Sindical (nunca foi imposto) mas, da forma compulsória que era exigida do Trabalhador, de sua participação de um dia de trabalho em prol do seu sindicato de classe, a medida parecia meia esdrúxula, antipática, mas perdurou até recente, com a entrada em vigor das modificações introduzidas na Legislação Trabalhista, quando o mais importante seria extinguir a Justiça do Trabalho.

 

Com a suspensão da Cobrança compulsória do dia de trabalho do trabalhador em benefício do seu sindicato, tornando-a facultativa, paga quem quer, chegou-se ao ponto de ninguém querer pagar. O Brasileiro é assim, ou 8 ou 80. Se não é obrigado, não paga, nem promessa...

 

Em toda parte do mundo existem mecanismo de proteção à existência de sindicatos, tanto de empregadores como de empregados. Sem dinheiro, não existe vida de organização nenhuma, principalmente no Brasil.

 

Várias entidades ingressaram com ação de inconstitucionalidade da lei que alterou a Legislação Trabalhista, na parte onde extingue a contribuição, tornando-a facultativa. Nos casos de convenções, acham as autoridades do trabalho que a cobrança de percentuais em favor dos sindicatos deveriam ser apenas para os associados. Se fosse o correto, os não associados não deveriam merecer o aumento de salário conseguido e outros benefícios. Estaria certo?

 

Quando os Sindicatos de Trabalhadores ou Empregados buscam melhorias, ele está vendo o todo e não apenas o interesse dos seus filiados (associados), não seria de uma boa política, não seria sindicalistamente correto, trabalhar para um conjunto menor.

 

Na verdade, o governo Temer buscou extinguir a contribuição sindical visando CUT e outras centrais sindicais que apoiavam o governo Lula, que nadavam em rios de dinheiro, extraído do Fundo Sindical. Com a extinção da contribuição compulsória, as chamadas Centrais Sindicais vão morrer, porque ninguém vai participar de alimentar uma pelegada que não constrói nada em favor do país e muito menos da classe trabalhadora.

 

O governo precisa estudar com o necessário critério como proceder para que o sistema sindical continue a existir. No mundo chamado de civilizado é obrigatória a participação do trabalhador e do próprio patrão na vida de suas entidades de classe. O resto é coisa de política brasileira.

 

 


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