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Grevistas de ocasião

11/05/2018

 

Murilo Macedo era um homem simples que chegou a ministro do Trabalho de um presidente da República mais simples do que ele: o general João Batista Figueiredo que, por circunstância de sua formação, gostava de falar pouco e observar muito, tanto que foi chefe do SNI – Serviço Nacional de Informações.

Bela tarde de Brasília Murilo foi dar com os costados no gabinete do presidente, dando sinais de agitação incomum, o que alertou o presidente, sob a informação que ele estava muito aflito para a audiência especial.

Diante do presidente tranquilo Murilo foi colocado à vontade: “Senta dr. Macedo. O que é que o aflige tanto? ”

- Presidente os servidores do Ministério do Trabalho declararam que vão entrar em greve á meia noite de hoje. Vão acampar de frente o Ministério, em barracas que estão sendo montadas.

 - E o que o senhor pretende fazer?

 - Bem. É um fato raro. Pela primeira vez, na existência do Ministério do Trabalho seus servidores se declaram em estado de greve.

  - Pois então, o senhor já tem um fato novo para contar. Os servidores da pasta do Trabalho entraram em greve pela primeira vez na história, no governo Figueiredo.

 - Presidente, o senhor não acha que deveria oferecer alguma coisinha para evitar esse constrangimento?

 - Constrangimento? Dr. Murilo, me diz, Ministério do Trabalho serve mesmo pra o quê? Deixa esse pessoal acampar. Fecha as portas do prédio do Ministério, apague as luzes e o senhor aproveite e tire umas férias também, para refrescar as ideias. Fica quieto, dr. Macedo, nas primeiras chuvas que caírem sobre o acampamento, os grevistas correrão logo para o ar refrigerado, poltronas estofadas e o cafezinho costumeiro, com bate-papo e tudo que eles têm direito.

Foi dito, foi feito. Nas primeiras chuvas os grevistas correram para dentro do Ministério do Trabalho e nunca mais falaram em greve.

Essas turmas de afogueados petistas e cutistas que vão participando do acampamento de “apoio” a Lula, lá em Curitiba, ainda não conhecem o frio que faz por aquelas bandas. Até agora, a coisa vai indo mais ou menos bem, ainda é suportável. De junho a agosto o capeta chupa cana atrás da porta! A lona das barracas se transforma numa espécie de condutor de frio que parece um congelador.

O dia que essa turma entender que está fazendo um grande papel de besta, enquanto Lula está lá dentro do presídio num bem bom, num instante o fogo de palha acaba...

 


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