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A boa do Barbosa

13/05/2018

 

O mundo político é muito cínico! O anúncio do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, “desistindo” de sua candidatura à presidência da República foi o suficiente para que todos exclamassem: “Oh! Que pena” estava eleito”.

Homem temperamental e pouco acostumado a diálogos, sem uma personalidade definida no campo político, o sr. Barbosa fez muito bem em deixar essas coisas da participação política que, em princípio, é para quem tem estômago de elefante, para enfrentar as hostilidades partidárias e, depois, a falta de adesão de quem vota.

A sociedade brasileira não merece a classe política que tem. Todos nós, eleitores, sonhamos com um Brasil melhor, aquele que a TV Globo está botando no ar todos os dias, das opiniões e, naturalmente, rejeita o conteúdo daqueles que devem espinafrar com a classe dirigente e certamente a própria TV Globo.

Vibro com a possibilidade de não ocorrerem eleições no Brasil por muitos e muitos anos. Pelo surgimento de um chamado grupo cívico ou de elite para impor ordem nesta nação. Ter eleições com esses mesmos candidatos, sem possibilidade nenhuma de surgirem novas lideranças, não dá para sonhar com o tal “Brasil que eu quero”, ou que “nós queremos”, porque a turma que quer um Brasil melhor é muito grande, maior do que se possa imaginar, mas quem vota, vai escolher o que possa imaginar menos ruim e não o supostamente melhor, sangue novo, para combater tanta gente ordinária que, a impressão que dá, não vai morrer nunca...

Saindo Barbosa do páreo (Barbosa já era um negócio ruim...) ficam tipos como Alkmin, Ciro Gomes, Bolsonaro, Marina e meia penca de desconhecidos. Tem quem ainda não foi presidente da República, mas não é novo em política. O único novo era Joaquim Barbosa, mas seu perfil é ruim, meio intolerável, o que não faz o perfil do brasileiro, que o político deva ser 8 ou 80 de uma vez...

Não é o quadro nacional que é ruim. O quadro é geral, ocorrem as mesmas coisas em nações, estados e municípios. O sistema partidário não enseja renovação, substituição, alteração das “lideranças”. Temos que engoli-las de qualquer maneira.

Vamos ver então as mesmas caras, as mesmas propostas, sendo lançadas à cara do eleitor, como se ele fosse simplesmente uma besta.

As vezes fico imaginando a cara de pau do Temer em querer ser candidato a seu próprio cargo. Será que esse cara sabe o que está pensando ou ele é um idiota mesmo?

O Brasil que eu quero é sem essa gente antiga. Muda Brasil.

 


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