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Malditos usurpadores

04/06/2018

 

Os dados são meios estarrecedores, absurdos, irresponsáveis, criminosamente indecentes. Os vereadores das câmaras municipais dos 72 municípios do Espírito Santo custam à sociedade que paga impostos, cerca de R$234,6 milhões por ano. Será que esses políticos sabem o que custa arrecadar duzentos e trinta e cinco milhões de reais para distribuir com vereadores durante um ano? Os dados são do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, sendo que cada cidadão do Estado desembolsa por ano 83 reais para manter a vida fácil da vereança.

Estamos assistindo um grande trauma da economia nacional com a greve (parede) promovida pelos caminhoneiros, protestando contra o preço abusivo do litro de diesel, que foi a quase 10 reais, em alguns postos. Nossos combustíveis, nossos impostos, nossa energia elétrica, tudo nosso têm os preços mais elevados do mundo. Temos uma classe dirigente, em todos os poderes, mais perdulárias do mundo. Esse fausto tem prazo para acabar, basta que o povo, como os caminhoneiros, cheio de razão, se levante um dia e cisme que esse pesadelo cruel, indecente, tem que acabar.

Assisti, nesses dias de temperatura elevadíssima, com a greve dos caminhoneiros, populações em todo o país convocando os militares para assumirem o poder, clamando por moralização. Vi, com certo temor, que as coisas caminhavam numa velocidade espantosa e com sinais de revolta, o que pode ser muito perigoso.

Ouvi um militar dizer: “Nenhum político que está no poder merece respeito, porque foi eleito com dinheiro da corrupção” e, em termos, é verdadeiro, basta ver o andamento do processo Lava-Jato.

O abandono de centenas de obras públicas, algumas não iniciadas, mas contratadas e não começadas, as estúpidas evasões de rendas e o empreguismo desenfreado, com mais de 60% de funcionários inúteis, ganhando salários absurdos, em detrimento de uma sociedade trabalhadora que contribui para que esse bando de nababos vivam, vegetem, sem nada de útil por fazer, percebendo dez vezes mais do que quem realmente trabalha, para contribuir com impostos para sustentar inutilidades.

Ou o Brasil se acerta por conta de uma democracia fajuta, desmoralizada, ou vamos ter que suportar uma greve geral, sem precedentes na nossa história, capaz de abalar com profundidade os alicerces que levaram esta nação em ser a 8ª Economia do mundo, graças ao agronegócio, o que muito pouca gente entende.

Quer queriam ou não, os caminhoneiros deram um bom exemplo à nação. Ocorreram exageros, mais foram necessários, para se ter uma ideia do que a unidade é capaz.


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