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Briga inútil e burra

09/06/2018

 

Há uma guerra um tanto ou quanto suja entre a Prefeitura de Vitória, a capital, e o Governo do Estado. Sabe-se que os problemas são de natureza estritamente politicas, um querendo comer o fígado do outro, tamanho o antagonismo, sem que haja pelas partes beligerantes, um exame do fato mais importante: o interesse do contribuinte, quem paga imposto, quem contribui para que os governantes gastem à rodo os recursos que arrecadam.

Pelo lado da municipalidade, sabe-se que a briga do prefeito Luciano é contra o tratamento que recebe da Cesan, a empresa de saneamento básico do Estado que administra a distribuição de água e tratamento de esgotos sanitários, que em grande parte são despejados ainda na baia de Vitória, criando impropriedade para o uso das praias.

Reclama o prefeito que a Cesan tem lucro líquido absurdo (R$ 126,7 milhões) em 2017, quase 40% mais do que o ano anterior, sendo que em 2017 a receita da empresa foi da ordem de R$757,3 milhões, 6,3% maior do que a de 2016.

Para o prefeito, falta interesse do Estado com relação às obras de sua responsabilidade, da canalização dos coletores de águas pluviais da av. Leitão da Silva, uma “obra de Santa Ingrácia”, que não se sabe quando terminará...

A despeito dessa guerra política, quem está pagando as consequências é a população e, mais ainda, o empresário que vive do turismo. Como os únicos produtos da “comercialização” turísticas de Vitória são as praias e o Shopping Vitória, nos fins de semana, resta ao capixaba passear no Shopping, por estarem as praias impróprias para o uso.

Em qualquer lugar do mundo o saneamento básico, a infraestrutura, transporte público, segurança e educação primária são obrigações de governo. No Brasil, nem o saneamento básico pode ser obrigação governamental, por que as coisas não merecem cuidados e responsabilidades devidas, daí a briga que assistimos entre a prefeitura da Capital e o governo do Estado.

Saneamento básico é saúde, é bem-estar da coletividade, não importam questiúnculas governamentais.

Seria importante se as autoridades entendessem que, acima dos seus interesses pessoais existe o chamado bem comum, dos cidadãos que pagam impostos, que ajudam com seus esforços e contribuições para que o chamado estado de direito exista.

É importante que o chamado homem público entenda que ele é apenas um instrumento administrativo temporário, ele passa e o Estado fica, daí a necessidade de deixar para sua história um bom papel de administrador.

 

 


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