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Movimento e comparações

10/06/2018

 

Ainda ecoa em Brasília, com grande intensidade, o movimento paredista dos caminhoneiros, que paralisaram as estradas, a distribuição de combustíveis em todo território nacional, com objetivo de impedir a inconsequente elevação diária dos combustíveis pela política imposta pelo sr. Pedro Parente, ex-presidente da empresa estatal que, julgando-se acima dos interesses nacionais, imaginou que, diante das oscilações da cotação do dólar numa nação dirigida por governantes imorais, pudesse manter sem reclamações, quer por parte de quem consome ou do que transporta, que não tem recebido os reajustes no frete com base no valor do aumento diário do diesel.

Tenho lido e ouvido observações inconsequentes, estúpidas mesmo, contra os objetivos da parede (o nome é parede mesmo, não foi greve, mas paralização pacífica dos transportes, com exigências de redução de valores no produto), como se os caminhoneiros fossem criminosos comuns.

Criminoso, estúpido, cruel, foi o movimento imposto pelas mulheres de policiais militares no Espírito Santo, em fevereiro do ano passado, impedindo que seus maridos fossem às ruas defender a sociedade da malta de delinquentes à solta, quando morreram, a tiro, 219 pessoas, sem que até hoje uma pessoa, sequer, fosse presa por ter cometido um daqueles homicídios.

Afinal, o que foi pior? Os caminhoneiros paralisaram a distribuição de combustíveis e tudo mais que puderam, em todo território nacional, sem nenhum derramamento de sangue, sem quebrar um estabelecimento público ou privado, enquanto o movimento grevista dos militares no Espírito santo resultou na morte de 219 pessoas e a destruição de centenas de estabelecimentos públicos e privados, queima de transporte coletivo, lucro cessante de todas empresas durante 20 dias; ou que aconteceu no Espírito Santo em comparação ao movimento pacífico dos caminhoneiros?

Toda população, todos segmentos, deveriam estar apoiando os caminhoneiros. Vivemos num dos países mais corruptos do mundo. Estamos com quase toda classe política envolvida numa roubalheira como não existiu fato semelhante em nenhum lugar do chamado Planeta Terra. Se a sociedade, como um todo fosse em socorro dos caminhoneiros, teria retirado o Temer do poder, colocado, por imposição, uma pessoa mais decente para tomar conta do país pelos seis meses que restam a essa gente inservível, que agride a Nação.

Preferimos, todos, o comodismo. Quando viram que os caminhoneiros eram os vitoriosos de uma parede habilmente organizada, começaram aparecer os aproveitadores do movimento e outros infiltrados, para obterem proveito. Os caminhoneiros preferiram sair de campo, esperando uma melhor oportunidade.

Brasília que o diga...

 

 


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