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Seres inúteis

16/06/2018

 

Publicamos aqui, recente, que vereadores dos 72 municípios do Estado custaram em 2017 a importância de R$ 234,6 milhões aos cofres municipais, mais claro ainda, do bolso do contribuinte. Dizem uns tolos que faz parte da “democracia” em que vivemos, como se pudesse chamar o que está aí na nossa frente, como sistema de governo, de democracia, quando na verdade vivemos socados ao meio de um covil de ladrões da pior espécie.

O que é mais significativo, nessa história de custo absurdo da vereança no país e, particularmente, no Espírito Santo, é a inutilidade dos mesmos. De autoria própria só projetos de concessão de títulos honoríficos, como se distribui bananas nas jaulas dos macacos, ou coisas inúteis, para dificultar a vida dos que habitam as cidades e vivem sufocados com medidas que nada engrandecem as pessoas, como as intoleráveis mudanças do nome de logradouros, para agradar famílias, para angariar votos, quando não mudam nome de logradouros porque o personagem que estava ali representado fora alguém que não merecesse muita importância, as vezes fora governante de movimento militar, ou algo semelhante.

Olhando assim, nestas 45 linhas datilografadas de um pequeno comentário, que não deve ser grande, porque ninguém lê, dá para completar ainda que a função precípua do vereador é fiscalizar os atos da administração municipal, um negócio difícil para quem é leigo nos mais comezinhos princípios de administração e, pior ainda, de fraca leitura.

Completando minha arenga contra os vereadores, pela sua inutilidade, incluo no rol dos inúteis, os deputados estaduais que, como no caso do Espírito Santo, estudos mostram que 65% das leis no Brasil são amenidades, citando a reportagem de A GAZETA sobre o assunto, os recordistas em apresentação de projetos inconstitucionais, como no caso dos deputados estaduais Amaro Neto (PSB) e Euclério Sampaio (PSDC), que alegam que muitas vezes, por mais que tenham boas intenções, o sentimento é de estar “de mãos atadas”, para elaborar legislação que melhorem a vida da população, mas são inconstitucionais (2).

Cada vereador, deputado estadual ou federal, senador, o presidente da República, quando assumem as funções, se tornam homens públicos, são obrigados a conhecer a Constituição, muito mais do que nós, chamados de homens do povo...Precisavam ter melhores padrões morais.

Um vereador, deputado, senador, não pode ter “gabinete” com 18 “assessores”. Parece até bloco de carnaval, de tantos ajuntamentos. Como, uma modesta câmara, com as do nosso Estado, pode ter a maioria de seus habitantes punidos pela incapacidade de legislar dos seus vereadores?

Se não vier por aí, presentemente, uma legislação consertando essas aberrações todas, não se pode avaliar como será o Brasil daqui há 10 anos, com uma Justiça incapaz de punir aberrações.  

 

 


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