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Não temos jeito

27/06/2018

 

A propósito de desenvolvimento urbano, outro dia conversava com o professor em urbanismo e arquitetura, Antônio Chalhub, das dificuldades de entendermos o que querem as chamadas autoridades de nossas cidades, do porque se acotovelam dezenas de pessoas em espaços exíguos das administrações municipais, chamadas de servidores, quando na verdade nas repartições municipais, públicas de um modo geral, não precisariam da metade do contingente existente nas folhas de pagamento, muitos com salários absurdos!

As cidades devem refletir a composição de sua sociedade. Como podemos admitir que, como no Morro da Piedade, do Jaburu, do Macaco ou seja lá o que for, tenham antros, chamados de ruas, onde a polícia não entra?

A força bruta, o relaxamento do elemento fiscalizados na formação do chamado tecido urbano, a mania de perpetuidade nos cargos eletivos, o vício da ladroagem, o medo da bandidagem, facilitada pela impossibilidade da existência de um aparelhamento policial bem estruturado ou até mesmo a falta de capacidade administrativa dos nossos dirigentes, tudo isso e mais alguma coisa provocaram esse esbulho chamado de crescimento urbano, que nenhum PDUM resolve e as circunstâncias do descrédito de todas autoridades públicas concorreram para a dramática criminalidade que nossas cidades ostentam, com os bandidos suspendendo atividades comerciais, industriais, escolares, meios de transportes, incêndios de meios de transporte coletivo, destruição de estabelecimentos comerciais e até públicos, por exclusiva falência de todos escalões do comando administrativo nacional, num pais que tem tudo para ser imensamente grande e é salvo, apenas, pela agropecuária. Até quando?

Para incapacidade administrativa, incompetência mesmo, ausência de gerenciamento das cidades, não tem nenhum urbanista, nenhum sábio em planejamento que dê jeito, nem mesmo o professor Antônio Chalhub, um dos mais brilhantes arquitetos que temos e que assiste as cidades crescerem sem alma, sem vida, sem um convite do chamado Poder Público Municipal oferecendo um concurso aos que, contratados para elaborar projetos de arquitetura, possam ser premiados pela ousadia, pelo embelezamento das cidades.

Diz a anedota, que dirigentes de países diversos foram se reunir com o criador, para reclamarem de vulcões, maremotos, terremotos, tudo de ruim em seus países e, no Brasil, nada de ruim acontecia... O criador, então pediu um momento para falar: “Prestem atenção! Vejam o povinho que coloquei lá!”

Nosso grave problema é a falta de educação. Basta um olhar para a nossa mais importante casa de Justiça, o Supremo Tribunal, para uma avaliação, se realmente temos jeito...

 

 


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