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Mobilidade e adivinhação

28/06/2018

 

A partir do dia 17 de junho em curso, domingo, as autoridades estaduais, que mandam no contrato com a empresa que administra a Terceira Ponte (Castelo Mendonça) entenderam que, efetivamente, em matéria de mais ou menos, não há nada como ora veja!

O pedágio para passar sobre a ponte é de R$1,00. Na hora do chamado rush, seja pela manhã ou à noite, a ponte fica lotada de veículos e, pelas 20 horas ou 8,30 o trânsito já está desafogado, mas cheio mesmo é pela noite, após as 18 horas até às 20, quando todos correm para casa para ouvir a novela.

A questão, na realidade, é a construção de outras pontes, outros meios de locomoção entre Vila Velha e Vitória. Enquanto não sobra dinheiro para obras, as autoridades do Estado inventaram que a melhor solução para o problema é estabelecer uma nova regra na cobrança de pedágio. A partir do dia 17, domingo, quem foi de Vitória para Vila Velha não pagou mais pedágio, que será cobrado apenas quem vem de Vila Velha para Vitória, que terá que desembolsar R$2,00.

A mágica está pronta foi submetida aos usuários da ponte, mas o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, reagiu, por não ter sido consultado, muito embora a medida foi colocada em prática por 30 dias, para ver se dá certo.

Não vamos ser pessimistas. Até agora, não deu certo. Meu carro, por exemplo, tem o aparelho que faz cobrar meu pedágio de forma eletrônica, mas, quer na ida para Vila Velha ou no retorno, a cancela se levanta quando meu carro passa, o que vale dizer que quem tem a tarjeta eletrônica está pagando duas vezes, ou seja, quatro reais.

Nesse negócio de mobilidade urbana, não vale viver fazendo experiências para ver se cola. O negócio é que, se não fosse o visionário Florentino Ávidos, construindo as chamadas 5 pontes, que hoje tem seu nome, seríamos irremediavelmente ilhéus, com nossas fugas da ilha feitas por caíques, os velhos botes, que por tantos anos fizeram a travessia de passageiros da nossa baia, um negócio um tanto ou quanto pitoresco e que nunca causou transtornos, com greves dos cataeiros ou acidente que tenha registrado morte na travessia.

Não é ser pessimista. Vir de Vila Velha para Vitória todos os dias pela manhã é um suplício, como é também ir de noite de Vitória para Vila Velha.

Na verdade, ninguém tem razão ou conhecimento de causa. Precisamos mesmo de outras ligações entre Vitória (ilha) e o continente.

Quando o dinheiro sobrar...

 

 


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