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Bandidos à solta I

30/06/2018

 

Os números são meio estonteantes, de uma estúpida realidade, mas foram divulgados pela magistrada Gisele Oliveira , coordenadora das Varas Criminais de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que no Estado existem 5.544 bandidos fora das prisões e, entre os foragidos, estão estupradores, traficantes e assassinos, ressaltando que, em nosso país são 144.394 criminosos que vivem livremente, conforme levantamento elaborado pelo Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e disponibilizados em 24 de junho de 2018.

 

Esse impressionante universo de bandidos, presos e soltos (esperando por ser presos) é algo que realmente impressiona e dão assim uma espécie de atestado eloquente do “mundo” em que vivemos. A tolerância da polícia, em ter noção de tantos bandidos soltos deve ser levado em consideração pela exiguidade de espaço das nossas penitenciárias. Ano passado uma autoridade da Segurança Pública do Estado nos adiantava que 90% dos bandidos presos nas nossas penitenciárias eram originários de Minas Gerais e Bahia e, os 10% restantes, de outros estados.

 

Falece à justiça meios e modos para prender bandidos. A responsabilidade para deter criminosos é da polícia, mas esta se sente inibida de assim proceder devido a fragilidade dos presídios, do baixo número de vagas para receber tantos criminosos.

 

Em data recente, o Estado do Espírito Santo passou por uma grande tragédia no campo da segurança pública, com a greve promovida pela Polícia Militar que, nos seus primeiros cinco dias ocorreram 219 mortes. Pelo que se sabe, até agora não apareceu ninguém para reclamar do desaparecimento de um morto, o que vale ressaltar que eram realmente marginais que seus familiares gostariam de vê-los pelas costas...

 

Esse processo da marginalidade campear à solta, mancha a imagem do Estado, afasta investidores, nos dá um atestado ruim, de lugar insuportável, para viver.

 

Vale ressaltar, o Estado do Espírito Santo tem uma excelente Polícia Civil, trabalhando muito sério, desvendando em tempo record crimes que pareciam perfeitos, como o caso do “pastor” de Linhares, que matou dois filhos menores. Sinceramente, temos que tirar o chapéu para a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, agindo em consonância para elucidação de um dos crimes mais bárbaros que temos notícia, graças a um trabalho investigativo, de pesquisa de grande profundidade. Incentivar, dar melhores condições de trabalho à Polícia Civil é de fundamental importância.

 

A violência nos espanta, prejudica o Estado, seu desenvolvimento.

 

 

 


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