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Sem lembranças.

11/07/2018

 

A burrice é um negócio sério. A classe política capixaba não entendeu ainda que o Estado do Espírito Santo, desde a história do descaminho das riquezas de Minas Gerais, à época da colonização, quando foram impedidas as ligações até por lombos de animais para se evitar o descaminho do ouro e das pedras preciosas, através da costa do Espírito Santo, fomos marcados pela atrofia no campo do desenvolvimento, vindo a prosperar nossas ligações com Minas, através da BR-262 a partir da década de 70, com o advento do Movimento Revolucionário de 1964, principalmente por imposição do presidente Ernesto Geisel. Por asfalto, não tínhamos ligações com nenhum estado limítrofe, até os anos 70.

 

Agora, nossos políticos choram com a decisão recente do governo Temer em tirar a ferrovia estratégica do nosso Estado, com a renovação da concessão da Vitória-Minas, da Vale, deslocou investimentos do Sul do Estado para o Centro-Oeste.

 

Não há surpresas. Quando se montava aqui, na Serra, a usina siderúrgica constituída por grupos nipônicos, italianos e a Usiminas, entrando na história a Vale do Rio Doce com o terreno, impediu-se que a planta siderúrgica de Carapina fosse contemplada com uma aciaria, para produção de perfinados de aço, porque iria permitir que se instalasse a montante e a jusante do empreendimento uma importante cadeia de empresas prestadoras de serviço de manutenção e oficinas de aciaria, em virtude da proximidade da então denominada Usina Siderúrgica de Tubarão com o porto. O então vice-presidente da República, Aureliano Chaves de Mendonça, lutou desesperadamente para nosso Estado não ter uma aciaria para produção de perfinados de aço, apenas tarugos, semiacabados, para exportação.

 

Nós não temos governantes com a visão do futuro. Tivemos até sonhadores como Carlos Lindenberg, Jones dos Santos Neves, Christiano dias Lopes Filho e até Arthur Carlos Gerhardt Santos. Depois, o campo político escorregou para a área das promessas e, lastimavelmente, não temos passado delas, mas o Estado tem uma fábrica de empregos públicos que vai leva-lo brevemente, à insolvência. Temos mais gastos com os servidores públicos aposentados do que os da ativas, quase se igualando em gastos e o Estado vai se atolando em empréstimos de perder de vista, empurrados para as calendas gregas, consumindo royalties do petróleo em festas juninas de péssima qualidade, pouco se importando, os donos do poder, com o futuro.

 

Dizem os poetas, é bom sonhar. É bom uma ova. Importante é a realidade, trabalhar com metas, economizando para prosperar.

 

Com a sequência de governantes ordinários em Brasília, o que podemos esperar para o futuro?

 


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