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Eleição com um mandato

01/08/2018

É crítica mesmo! Qualquer pessoa de bom senso admite que quatro anos de mandato para um administrador público é pouco tempo. Deveria ser, no máximo, cinco anos. Quem não tiver condições para realizar alguma coisa em cinco anos é porque não presta mesmo.

 

Tem sido uma lástima a administração pública brasileira, em todos os níveis. Cada um, a seu modo, comete as maiores tolices, joga dinheiro fora na realização de obras inúteis ou através dos mecanismos sórdidos de corrupção, quando as obras se tornam intermináveis, as vezes abandonadas com o jogo da desfaçatez, por empreiteiros corruptos aliados de governantes inescrupulosos.

 

Essa “eternização” do poder nas mãos de governantes incompetentes ou autoritários é típico de países subdesenvolvidos, onde o governante se julga, depois que toma assento na curul presidencial, um sábio. Um analfabeto de pai e mãe, como Lula, impedido por imposição da lei a ter um terceiro mandato, se mune do populismo barato, da distribuição de donativos (Bolsa Família, por exemplo) como estímulo ao ócio, para que possam, com o mínimo que recebem em forma de esmola, enfrentar as filas das loterias esportivas para fazerem suas fezinhas, pouco se importando se a família passa fome ou se os filhos estão nas ruas no aprendizado da marginalidade.

 

Faz muito tempo que não tomo conhecimento da existência no país de um governante de sucesso, acima de qualquer suspeita, mas só vejo com uma febre delirante do continuísmo, se apoderando de siglas partidárias para apoiá-lo como uma fórmula de compensação pelo continuísmo.

 

Poderia citar um monte de inutilidades, mas, obviamente colocarão culpa no antecessor, nas chuvas que foram demasiadas ou pela seca impertinente ou, com mais facilidade, a falta de repasse de recursos ou do declínio da economia, como se o homem comum, quem paga impostos, é que merece ser responsabilizado pelas mazelas públicas.

 

Pela ordem, a grande tragédia brasileira chama-se má justiça, seguida da má política, do analfabetismo funcional e da corrupção desenfreada, aliada ao populismo boçal, atrelado à burocracia de resultados, para procrastinar na prestação de serviços de atendimento público e a corrupção endêmica.

 

Um mandato de cinco anos para os cargos executivo e limitação de jeton para cargos legislativos seriam medidas salutares para impedir a repetição da incompetência à frente das funções públicas.

 

Cinco anos de mandato na mão de inescrupulosos dá para fazer um grande estrago, nos mais variados sentidos da vida de uma nação.


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