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O desânimo capixaba

03/08/2018

Custa crer que nossa classe política tenha alguma coisa de sensatez na cabeça. O último governante capixaba que se interessou mesmo pela agropecuária, incentivando-a, foi o Sr. Carlos Lindenberg, realizando viagens pelo interior, reunindo ruralistas, promovendo exposições agropecuárias, dando vida ao campo, à fixação do homem, incentivando-o a produzir.

 

Na cadeia alimentar, seria válido, que o Estado produzisse apenas três alimentos básicos à vida da população: arroz, feijão e farinha. Poderia produzir outros tipos de alimentos, mas não produz nenhum que seja suficiente para abastecer a mesa do capixaba, como o feijão ou o arroz, embora, há 50 anos chegou a produzir feijão em quantidade suficiente.

 

Todos projetos voltados para desapropriação de propriedades para o programa de Reforma Agrária, que tem servido para alimentar a raiva que os chamados sem terra nutrem contra aqueles que produzem alguma coisa, têm suas terras invadidas apenas com objetivo de dizimar as plantações ou criações que encontram pela frente e, depois, sem ânimo para trabalhar e dinheiro para comer, abandonam tudo à própria sorte.

 

Tivemos em datas remotas excelentes secretários de agricultura: Napoleão Fontenelle da Silveira, Guilherme Pimentel, Pedro Burnier, Ivân Neves Andrade e outros, mas não tanto afeitos às lides agropecuárias. O resto passou...

 

Não há planos para a agricultura de subsistência, não se aplicaram projetos de zoneamento agrícola elaborados ao tempo do governo Christiano Dias Lopes; o crédito agrícola desapareceu e só existe financiamento para grandes projetos que sabem enfeitar o boneco e não produzem nada, ou fingem que produzem.

 

Criou-se o Bandes- Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo, obra brotada da cuca brilhante do economista Ary Burger, diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco Central, que nem se lembram mais dele. Gente esquisita...

 

O Estado do Espírito Santo não tem vocação para grandes projetos industriais. Tem que mudar sua política de desenvolvimento econômico e social, parar de ficar vivendo na fantasia, que nada constrói.

 

Se o Estado do Espírito Santo não se voltar firmemente para a agricultura de subsistência, o turismo e a prestação de serviços, principalmente nos campos da educação, saúde e mecânica de manutenção, será sempre detentor de uma economia mambembe, implorando por política de ajuda do governo federal, sem perspectivas de futuro.


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