Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Um caso de política

04/08/2018

 

Do jeito em que foram colocadas as coisas, só um terremoto pode derrubar a candidatura do Sr. Renato Casagrande ao governo do Estado. É certo que o governador Paulo Hartung não se reelegeria, muito menos o senador Ricardo Ferraço e dona Rose de Freitas, no mesmo embrulho. Como o quadro político capixaba (como o nacional, é de uma pobreza desconcertante) o terremoto para derrubar a candidatura de Casagrande seria o vice-governador César Colnago.

 

O Sr. Colnago tem sido tolhido nas suas manifestações, com medo de sua figura de homem simpático e largamente festejado pela colônia italiana. Renato Casagrande tem lá seu carisma, mas já foi governador, não é um sangue novo, desconhecido.

 

O espantoso no quadro político capixaba (como no do brasileiro) é como os extremos se aproximam. Ferraço com Casagrande; Rose com Paulo Hartung e o PT doido para pular do lado mais forte e, da maneira com que caminham as coisas, os petistas se embandeirarão para os lados de Casagrande, é o que vamos ver nos próximos dias.

 

Aliás, em termos de furduncio político nunca assisti, em meu Estado, algo semelhante.

 

No campo nacional, é extremamente interessante como todas correntes políticas se unem contra a candidatura de Jair Bolsonaro. Vejam só, no papo, mostrando quem são os candidatos com que guerreia, com as mãos limpas, com a cara e a coragem, Bolsonaro, como no caso de Casagrande, só um terremoto poderá tirá-los da preferência do eleitorado. O único terremoto que poderia derrubar Bolsonaro chama-se Sérgio Moro, mas pelo menos ele não terá condições de concorrer desta vez, a não ser que ocorra o terremoto maior que ando imaginando, de um fato novo que possa afastar a possibilidade de eleições. Tudo pode acontecer...

 

Sob pressão de Fernando Henrique Cardoso o PSDB paulista lançou o nome de Geraldo Alckmin à presidência da República, pela falta de candidato melhor.

 

O primeiro e último presidente da República paulista foi Prudente de Morais. Ninguém mais conseguiu se eleger, devido o trabalho desenvolvido por ele, como presidente, onde o lema era “tudo por São Paulo”, criando um conflito muito grande entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, contra os governantes paulistas, daí a dificuldade de termos Alckmin um dia na presidência da República.

 

Vamos conferir se a história vai dar certo. Vale tentar.

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo