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Fúria cruel.

04/09/2018

 

Tem uma “missa” encomendada no meio da bandidagem para assaltar, arrombar, destruir, esmagar a empresa Sipolatti, constituída com sacrifício através de décadas por uma família de trabalhadores, originários da Itália que aqui se radicaram e construíram um dos mais sólidos empreendimentos comerciais do nosso Estado, com ramificações em outros.

 

Com uma crueldade inqualificável, essa empresa vem somando prejuízos atrás de prejuízos, com arrombamentos através de carros furtados, que são utilizados como arremesso sobre as portas de aço de suas lojas, estufando-as, para permitir a entrada dos ladrões.

 

Que diabo de estado empreendedor é este em que vivemos? Quem garante a tranquilidade do empresário que investe no desenvolvimento? Quanto tempo vai a Justiça, reconhecer seus direitos, indenizando-o?

 

Estamos vivendo numa terra de bárbaros. A sucessão de crimes contra o patrimônio privado,  de assassinatos, estupros, ações violentas contra as mulheres, tudo ocorre num crescimento estúpido, com a televisão transmitindo flagrantes colhidos pelas câmaras de segurança e, num encontro com empresários, o governador Paulo Hartung, que enfrentou a pior greve da Polícia Militar já ocorrida no Brasil, aqui no Estado sob seu comando, recomendou aos participantes que não apoiassem Jair Bolsonaro. Apoiar quem? O volta Lula?

 

 Não sei avaliar onde vai o desencanto dos empreendedores da Sipolatti. Dá vontade de fechar tudo, ajuntar o que resta e ir embora, muito embora seja isso que certo tipo de político deseja, para o Estado ser inviável, para que uma Venezuela, com um bando de idiotas, aqui se estabeleça, num comunismo imbecil. É isso?

 

O governador Paulo Hartung foi incisivo, corajoso, determinado, quando da greve da Polícia Militar, quando as mulheres trancafiaram seus maridos militares nos quartéis. Como vamos ficar, ao término do seu governo, onde existe uma luta para anistiar os grevistas?

 

Em 1964 os militares foram chamados, através de procissões, por todas cidades do país, para que intervissem para que o Brasil não se transformasse numa nação comunista. Vinte anos depois, aqueles banidos pelas Forças Armadas, tomaram conta do poder e transformaram a nação nesta grande tragédia que aí está, com criminosos os mais audazes, condenados, presos, voltando para as ruas, para fazer seus negócios através de um imenso propinoduto.

 

Quem vivo está hoje, se viver 100 anos, não assistirá o Brasil ter jeito, se transformar numa nação decente.

 

Não é desestimular os empreendedores Sipolattis mas, dificilmente o Brasil tem jeito.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


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