Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Incêndio destrói a História do Brasil

05/09/2018

 

Acabam de atear fogo na História do Brasil. Um incêndio criminoso destruiu totalmente, domingo último, o Museu de História Natural na Quinta da Boa Vista, criado por D. João VI, contendo mais de 20 milhões de itens, considerado o maior acervo de historiografia da América Latina.

Um museu, de fantásticas proporções, que foi destruído pelo incêndio que teve início logo após o encerramento de seu expediente, no dia 02 de setembro de 2018, apenas cinco dias antes de se comemorar mais um ano da nossa Independência, deve ter sido destruído por um incêndio criminoso, o mais provável, ou pela mais absoluta falta de incompetência.

Na década de 40, era a mais importante visita que se podia fazer, quando menino no Rio de Janeiro, quando o importante patrimônio guardava, pela sua imponência, sua respeitabilidade.

Horas e horas, percorri suas salas, seus andares visitando coisas, impressionado como era catalogado seu acervo, com todas exposições devidamente etiquetadas, com esmerado gosto.

Em qualquer parte do mundo civilizado a História de uma nação, por mais pobre que ela seja, sua história merece um profundo respeito. Quem visita o México, a Colômbia, os Estados Unidos, qualquer país da Europa, o Japão, países que passaram por profundas destruições, com suas guerras, preservam sua história.

O Museu de História Natural do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, no velho palácio onde morava D. João VI, com mais de 200 anos de construção, destruído por um incêndio de proporções fantásticas, é um crime nos mais variados aspectos. Primeiro porque, pelas suas gigantescas proporções, foi o incêndio criminoso, proposital. Poucas coisas se salvaram, pela participação de frequentadores da Quinta da Boa Vista, um dos locais mais bonitos e mais pitorescos do Rio de Janeiro e, segundo, pela incapacidade gerencial dos nossos governantes. Qualquer museu, ainda mais um gigante, como era o Museu de História Natural do Brasil, deveria ser guardado numa caixa de concreto, sem nenhum fio aparente, num processo de segurança e preservação como se fosse o tesouro mais valiosos que o Brasil ostentava, e era realmente um negócio fantástico.

Qualquer construção destinada a abrigar tesouros históricos ou até mesmo uma coleção valiosa, centros de visitação, devem ser construídos de concreto e aço, com espaços de ventilação para proteção do acervo.

A tragédia, do incêndio criminoso (sob vários aspectos) do Museu de História Natural do Brasil é um crime de proporções tão fantásticas que não tem qualificativos. Mostra, exatamente, como as coisas mais importantes da nossa nacionalidade são tratadas por refinados ladrões.


Imprimir | Enviar para um amigo