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Os bandidos continuam aí.

09/10/2018

 

Quem teve oportunidade de ler os jornais do Estado, especialmente A GAZETA, seu farto noticiário sobre a bandidagem, fica estarrecido, a espera de alguém capaz de nos salvar de uma tragédia que parece não ter fim.

 

É profundamente lamentável, triste, dizer que a capital do Estado, o chamado centro nevrálgico do Espírito Santo, está entregue à bandidagem que manda e desmanda, dá ordem de recolhimento da população e, a partir de 18 horas, é temerário a qualquer pessoa sair pelas ruas, numa pressuposição de que não será surpreendido por um bandido.

 

A cada dia que informam que a violência está diminuindo, ela aumenta de forma desregrada, assustadora, pela incapacidade do sistema repressor agir com a necessária severidade.

 

Não é só no Espírito Santo que a marginalidade está fora de controle. A coisa é geral, dando a impressão que, quando menos se espera, os bandidos vão tomar conta de tudo, já que determinam toque de recolher, impedem funcionamento do comércio, de bancos, escolas e até divertimentos.

 

As ruas da Grande Vitória estão ficando desertas à noite, porque ninguém tem coragem de enfrentar a bandidagem. Turismo, divertimentos, estão se acabando.

 

Nos fins de semana, afora grupos de pessoas que usam a Praia de Camburi para uns momentos de lazer, andar de bicicleta ou tomar banho de mar, o fazem com receio, com temor mas, invariavelmente, tem grupos correndo dos marginais que infestam as praias, para pilhar incautos banhistas.

 

A sociedade não quer desculpas de que a violência se generalizou pelo Brasil, está em cidades, pequenas, médias e grandes.

 

Tem uns atrevidos que afirmam que vivemos no melhor dos mundos, que “viver é ver Vitória” ou que “está ilha é uma delícia”! Já foi, há muitos e muitos anos, quando ainda não tinham trazido as indústrias voltadas para a exportação de commodites minerais por Tubarão, numa pressuposição besta de que somos agradecidos por tais porcarias que nos borram do pó preto.

 

Estamos numa indecente guerra sem fim, sem poder imaginar quando teremos o direito de ir e vir às ruas de nossas cidades, sem que os meliantes não nos vejam.

 

A tendência é piorar, já que assistimos recentemente, uma greve impossível, da Polícia Militar do estado, sem que seus responsáveis tenham sido até agora punidos. Tem uns incentivadores da greve que estão até disputando cargos públicos.

 

Questão de status?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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