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Conheçam o Brasil.

04/11/2018

 

Não entendi direito o que li: ”Vitória vai ter vôos diretos para Buenos Aires?”  Diários? Semanais? Semestrais? Anuais? Por que Buenos Aires e não qualquer estado brasileiro, a preços competitivos? Baixar o preço do querosene de avião para termos vôos internacionais para a Argentina? Vai ter passageiro para sustentar os vôos, já que eles são “diretos”. Nada  contra a Buenos Aires ou qualquer cidade argentina, só sei se esse tal de “direto” é saindo daqui para lá ou passando por Rio ou São Paulo porque, operacionalmente, não existem passageiros para vôos diretos (sem escala)?

 

Não me tomem por pessimista, ao contrário, sou, além de otimista, muito realista e sei quanto custará manter uma regularidade operacional de um vôo  entre a capital do nosso Estado e qualquer país limítrofe com o Brasil.

 

Tenho viajado, vez por outra, para cidades do interior do Brasil, como nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, no próprio Mato Grosso do Sul, inclusive no Norte e Nordeste. Conheçer o Brasil, deveria ser nosso lema, porque desconhecemos o que temos de mais extraordinário, a impressionante diversidade nacional.

 

Faz algum tempo fui convidado pelo estimado amigo Nicolae Sofran, para conhecer sua propriedade, Ninho das Águias, em Venda Nova. Poderia ser uma das maravilhas do mundo, se a miserável estrada à margem da BR 262 que nos leva à sua propriedade fosse decentemente carroçável. Será que não tem um governante que se apiede das maravilhas existentes no Espírito Sant? De Vitória a Pedra Azul, em Domingos Martins, pela BR-262, é qualquer coisa indecente, imoral, como dizia o saudosos amigo, governador Christiano Dias Lopes Filho, um negócio de “engordar empreiteiro”, não acabam nunca as obras, simplesmente porque essa gente tão devassa é mais preocupada com seu bolso, sua barriga, do que propriamente com o Estado, o país.

 

Estupidamente falando, somos muito pobres, muito burros, de recursos e de ideias. Não temos projetos, continuidade, perseverança, amor ao que fazemos.

 

Quando, numa capital como Vitória, leva-se dez ou mais anos para tapar um rua, como a av. Leitão da Silva, meia dúzia de quilômetros da Rodovia do Contorno ao Mestre Álvaro, na Serra, não tem força que nos leve para frente, muito menos em vôos regulares para Buenos Aires. Pegar um carro, subir a Cordilheiras dos Andes, sair no Chile, percorrendo os Lagos Andinos, não pode ser um negócio corriqueiro, como ir a Guarapari todos fins de semana e, no retorno, ou na ida, quando o Sol se põe, pegar engarrafamentos monstruosos, porque fizeram a rodovia estreita, cheia de sinais, redutores de velocidade, sem futuro, é muito sacríficio!

 

Tenho pena do Sofran, com seu Ninho das Águias, uma maravilha, sem uma estrada carroçável, decente, ao menos...

 

Vamos ter vôos regulares para a Argentina e não temos uma BR- 262 decente. Quando iremos nos livrar dos matadouros?

 

 

 


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