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A espera de Bolsonaro

09/11/2018

 

Promete, o futuro presidente da República, Jair Bolsonaro, exterminar com um monte de sinecuras espalhadas pelo território nacional, ministérios, autarquias, estatais, agências as mais diversas, que atormentam a vida dos contribuintes ou daqueles que desejam investir.

O caro leitor admite que uma usina hidrelétrica, que vai custar bilhões de reais, tenha execução paralisada porque, depois de 10 anos de obras, que não acabam nunca, os “ambientalistas” descobriram que ali morava um sapo dendrobata (que vive nas árvores) e a área não pode ser desmatada?

O investidor, idiota, cisma em fazer um grande hotel, para impulsionar o desenvolvimento de uma região do país e, para exame ambiental, o projeto leva dez anos na gaveta de um sábio ambientalista. Enojado, o investidor vai buscar outro país, outros negócios, emprestar dinheiro, porque não suporta tal tipo de massacre.

Montaram uma geringonça, um processo burocrático infernal, imoral, para tolher os passos de quem quer investir.

Na Europa, nos Estados Unidos, países desenvolvidos, quem quiser investir apresenta seu projeto num Instituto de Arquitetura e Urbanismo, para aprovação. Alí, depois de uma avaliação de, no máximo, 15 dias, o autor do projeto é convidado para acertar possíveis irregularidade ou receber o projeto com um carimbo de APROVADO e ir pagar a taxa para sua edificação.

É um sonho, mas o novo presidente da República pretende por um fim a essa maldita burocracia.

Se o presidente Jair Bolsonaro exterminar com 50% da burocracia existente no Brasil, eliminando sinecuras, a incapacidade gerencial nos serviços públicos, o desenvolvimento vai acelerar.

Tem uns negócios imorais, relacionados à construção de rodovias no país. Primeiro, porque todas obras têm uma vergonhosa variação de preços, para maior, com seus aditivos e orçamentos duvidosos, imorais; segundo, as procrastinações indecentes.

Faltam muitos anos a serem passados para que o Brasil seja um país decente para quem quer investir. Não é possível, você assina um contrato, na presença de testemunhas, e precise reconhecer sua firma, sua assinatura, porque a justiça assim “determina”.

Estava escrevendo um livro: “Nossa terra e nossa gente (ou tudo aquilo que você gostaria de dizer, mas não tem coragem). Meu filho mais velho pegou aquele calhamaço, passou a ler e, no meio do caminho, perguntou: “O senhor vai publicar este livro? ” Aquiesci, que sim. “Você está doido meu pai. Eles vão te matar”. Engavetei a história.

Quero viver enquanto Bolsonaro for presidente, para ver o que vai acontecer. Tomara que cumpra o que prometeu. Esperemos.

 

 

 


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