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Enfrentando a verdade.

02/12/2018

 

Democraticamente falando, com meu voto, foi eleito governador do Estado o sr. Renato Casagrande. Após eleito, na formação do seu quadro de auxiliares, prestes a ser empossado, promete anistia para os policiais envolvidos numa imoral greve da corporação, com 704 denúncias encaminhadas pelo Ministério Público à Justiça, pedindo condenação, onde ocorreram 219 mortes, com apenas 51 casos de homicídios investigados, provocando tais acontecimentos (greve da PM) a presença de um contingente de 3.169 integrantes das Forças Armadas e Nacionais que atuaram no Espírito Santo para debelar um movimento criminoso praticado por policiais em 22 dias de greve.

 

Discute-se, hoje, não mais a eleição do sr. Renato Casagrande, mas sua capacidade de transformar um episódio lastimável num episódio vulgar, de simples movimento de mulheres de policiais que foram aprisionados nos quartéis, por elas, como reivindicação salarial.

 

O Estado do Espírito Santo sempre teve, na sua história, uma Polícia Militar respeitável mas, circunstâncias políticas, eminentemente políticas, fizeram com que um grupo se envolvesse nos acontecimentos, merecendo denúncia responsável pelo Ministério Público, com o encaminhamento de 704 denunciados À Justiça.

 

Sabe-se que, pouco mais da ação política, o governador eleito, Renato Casagrande não poderá fazer nada em “benefício” dos denunciados pelo Ministério Público, caso contrário, toda essa história lastimável vai virar uma grande esculhambação. Às escâncaras, não é possível a interferência do futuro governador e, após a denúncia, o Poder Legislativo não tem o dom de perdoar criminosos.

 

O governo Paulo Hartung, justiça se faça, agiu, com sua ação, do vice-governador César Colnago e do secretário de Segurança, André Garcia, de forma impecáveis. Transformar uma irresponsabilidade como um negócio fortuito, banal, como se o Estado do Espírito Santo fosse uma republiqueta vagabunda, me parece uma insensatez.

 

Repito, a Polícia Militar do estado do Espírito Santo é uma das instituições militares do Brasil tida como das mais respeitáveis. Jogar fora, na lata de lixo da história toda essa circunstância de serviços prestados à paz e a ordem, me parece uma insensatez e, convenhamos, não foi com esse objetivo que a maioria elegeu (reelegeu, até), para um segundo mandato o sr. Renato Casagrande, me parece merecidamente, é bom ressalvar.

 

Sem receio ou interesse de constranger quem quer que seja, mas apenas de que a história do Estado não veja um fato grave ser transformado numa banalidade que tanto nos em vergonha.

 

 

 


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