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No país do carnaval...

11/01/2019

 

O negócio é mais sério do que vocês estão pensando. Em nota, o ministro da Economia e de muitas coisas, do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, declarou: “Não destinaremos recursos para financiarmos o carnaval, parada gay, marcha da maconha, marcha para Jesus, etc. Cada qual faça com seu próprio dinheiro. O dinheiro do povo é para educação, saúde, segurança, saneamento básico, transporte e desenvolvimento”.

Sei lá, acho que estamos diante de um governo determinado, diferente, corajoso, que promete colocar esta nação nos eixos.

O começo está sendo ótimo e, parece, há uma harmonia de pensamento nas ações que estão sendo desferidas para dar ordem à nação. Não se trata de coisas de maluco, tais proibições. O dinheiro arrecadado do povo, em forma de impostos, deve ser utilizado em favor do desenvolvimento, do bem estar de todo conjunto social.

Os carnavais brasileiros são conhecidos no mundo como espetáculos inimagináveis, não só pela grandiosidade, mas como pela verdadeira putaria que tem sido mostrada nas avenidas.

Corruptos, ditadores, governantes inescrupulosos, até ditadores africanos aqui vieram para financiar escolas de samba para aparecerem. São incontáveis os políticos que têm dado dinheiro para aparecer nos desfiles das escolas, contando suas histórias de vida e outras coisas mais.

Nunca, em tempo algum, concordei com as autoridades públicas gastando rios de dinheiro para promover carnaval, construção de sambódromos e outras ignorâncias, com um objetivo de engambelar o povo tolo.

Os promotores de festas populares, que gostam de carnaval, de aparecer, devem preparar seus bolsos para financiar suas presepadas. Não temos uma escola pública que sirva de modelo, de apresentação, as nossas universidades são um lixo, antros de pervertidos, onde são realizadas festas imorais. Não temos segurança, um hospital público decente, transportes de massa á altura de um povo, nada, mas gastamos verdadeiras fortunas em carnaval.

Quem quiser promover seu carnaval, que o faça, bota o trazeiro de fora, faça o que bem entender, mas com seu dinheiro.

Vendo a nota do ministro Paulo Guedes, me entusiasmei, saí da minha promessa de comentar os atos do governo só após decorridos 100 dias, para ter uma avaliação melhor dos fatos promovidos.

Quando o Estado for rico, tiver esbanjando dinheiro, a sociedade puder pagar a maior soma de tributos do mundo, aí, então, façam carnavais até fora de época.

Bolsonaro está chegando, moçada...

 

 

 


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