Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Nada dá jeito

01/02/2019

 

Em 1941, sobre a forma do cobrar tributos federais, meu pai, o velho Mesquita Neto, escrevia em seu jornal, O NORTE, lá no meu São Mateus, “Que o governo ignora o que se passa no interior do Brasil, onde o pobre come mamão com farinha. Mamão, porque o mamoeiro nasce atoa; farinha, quando Deus dá”. Desmentindo o fato de que “o governo ignora o que se passa no interior do Brasil”, um mês depois estava preso, acusado de comunista, incitar o povo contra o governo e um monte mais de besteiras...

Seis meses depois, quando foi libertado, meu pai vendeu tudo que tinha em São Mateus e foi embora, para nunca mais voltar.

Já naquela época, meu pai dizia que a luta de uns poucos, era inglória, porque nada consertaria as mazelas brasileiras. “Elas irão crescendo, crescendo de forma tão abruptas que, só uma revolução, uma grande tragédia, para colocar a nação nos trilhos...”

O temo passou e temos assistido coisas impressionantes na vida pública brasileira. A corrupção se tornou um negócio endêmico, um parasitismo enervante, nojento, em TODOS os setores da vida pública.

Nos 78 anos decorridos da prisão do meu pai, suas observações de que o Brasil não tinha jeito, o único despertar dele, para uma mudança no Brasil, foi o Movimento Militar de 1964, com o marechal Humberto de Alencar Castello Branco à frente. Meu pai, como se dizia naquele tempo, era “irmão de sangue” do general Bertoldo Klinger, que morava no bairro da Piedade, no Rio de Janeiro, que conheci bem de perto.

Meu pai dizia: Com o Castello, ou o Brasil acerta, ou entorta de vez. Castello Branco foi o único estadista que o Brasil teve em toda sua história. A classe política brasileira rodeou os militares com mesuras, salamaleques, com a “doutrina do engrossamento” que não teve jeito, com tipos traidores como José Sarney, Ulysses Guimarães e outros, resultando nesta merda de mensalão, Lava Jato e outras coisas piores, como a Constituição de 1988.

Coube a Sarney desgraçar com o Programa de Reforma Agrária, chegando agora, com os dados levantados pelos auditores do Tribunal de Contas da União, ao seguinte ponto:

Entre os beneficiados com o Programa de Reforma Agrária, que recebem terra e recursos, 61.965 são empresários; 144.621 são servidores públicos; 37.997, são mortos; 1.017, são politicos eleitos, 847 vereadores, 96 deputados estaduais, 69 vice-prefeitos 4 prefeitos e 1 senador.

Todos são proibidos por lei a entrarem no programa de Reforma Agrária, criado para atender famílias com renda de até três salários mínimos e que lidam diretamente com a terra.

O mesmo acontece com o Bolsa Família. No apoio a programa do pescador, que por qualquer motivo (defeso) está proibido de pescar, tem mais “profissionais da pesca” do que peixe nos rios, mares e lagos.

Coisa do Brasil. Nada dá jeito. Resta ver o que Bolsonaro vai fazer.

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo