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Difícil conserto

03/02/2019

 

A beleza da existência humana está resumida em uma única frase: Todos morrem. Cedo ou tarde, todos morrem. Ninguém fica para contar a história completa, daí as formidáveis distorções.

As desigualdades brasileiras nasceram com a colonização, desde o descobrimento, da nossa composição social. A velha história: “Pau que nasce torto, tarde ou nunca, se endireita”.

Sob a ótica das mídias sociais, coisa nova no país, no mundo, elegemos o sr. Jair Bolsonaro (o Messias, o Mito!) na presunção de que ele vai mudar os rumos nacionais, com a instituição da política do liberalismo, do efetivo estado de direito pregado pela Constituição em seu Art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade, do direito à vida, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: “aí vêm descrito, na forma constitucional, os direitos dos cidadãos. Tudo muito bonito... “

Sabe-se que, com o descobrimento, com a divisão territorial no que chamavam de Capitanias Hereditárias, o imenso território foi dividido em feudos e, estranho, enquanto os países em todo mundo se modernizaram, inclusive Portugal, nosso país, continuavam marchando celeremente para o atraso, até o dia 1ª de janeiro de 2019, à espera do milagre do liberalismo, sob a égide de Jair Messias Bolsonaro, sem dar-lhe chance de assentar-se direito na poltrona presidencial. Poucos dias antes de sua eleição, no meio de uma multidão que o carregava às costas, já em triunfo, quase lhe tiram a vida. Não se pode avaliar o que aconteceria no Brasil, se Jair Messias Bolsonaro fosse morto. Até ontem, após ser empossado presidente, Bolsonaro passava sete horas numa operação para o restabelecimento das suas funções digestivas.

Se não acredito numa existência divina, como posso acreditar em milagres? Se estamos, desde os primórdios do descobrimento montados numa imoral oligarquia, onde somos, no chamado mundo civilizado a única nação a ter funcionalismo público estável, ganhando na média, oito vezes mais do que um trabalhador da iniciativa privada, onde temos o mais caro e ineficiente sistema judiciário do mundo, estabilidade no emprego (vitaliciedade) para mais de 20 milhões de chamados “servidores públicos”, como vamos desejar que Jair Messias Bolsonaro, com um mês no poder, resolva todas tragédias nacionais acumuladas durante 519 anos?

Estamos assistindo, agora, os problemas do governo para afastar a máquina sindical montada pelo PT do comando de Vale, diante do monstruoso desastre na barragem de Brumadinho: a anistia concedida pelo governador Renato Casagrande aos militares grevistas da nossa Polícia. Temos jeito?

 

 

 


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