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O desmonte sindical

03/03/2019

 

 

 

Com a adoção da Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, da Reforma Trabalhista, o governo do “professor” Michel Temer extinguiu a contribuição compulsória (obrigatória) para os sindicatos de trabalhadores e, por via de consequência, para a classe patronal. O relator da Reforma Trabalhista foi o então senador Ricardo Ferraço, do Espírito Santo, que não reelegeu-se.

 

O profissional, para ser médico, exercer a profissão, tem registro aonde? CRM. Para ser advogado, tem registro aonde? OAB; para ser engenheiro, tem registro aonde? CRE.

 

O objetivo do governo, na edição da Reforma Trabalhista, era acabar com as chamadas Centrais Sindicais, CUT e outras arapucas que vieram para armar conflitos sindicais, fazer greve sob o comando de Lula, do mesmo jeito que foi criado o MST – Movimento dos Trabalhadores sem Terra, sob o comando do fascínora Stédile, da mesma forma que surgiu o MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, todos mamando nas tetas gordas do Fundo Sindical, fruto de 20% da contribuição sindical que o governo abocanhava da contribuição dos trabalhadores e do patronato, para sustendo da máquina da corrupção e da bravata.

 

Ao invés de estabelecer critérios sólidos, decentes, para manutenção de um registro sindical, por categoria, como OAB, CREA e outros, o governo preferiu chutar o pau da barraca, deixar sindicalismo na merda, enquadro o “professor” Temer tinha um tal de Gedel para carregar malas de dinheiro, atiradas ao meio da sala de um apartamento desabitado.

 

Com a reforma trabalhista os sindicatos ficaram sem pai e sem mãe, e, por ironia da sorte, o ex-senador Ricardo Ferraço, que dizia ser contra a reeleição de dirigente sindical, perdeu a reeleição para senador e, de quebra, recebeu um emprego no SESI nacional, como assessor especial da presidência. Certamente, jamais se reelegerá.

 

Não se desarticula um movimento sindical— que nunca foi o melhor do mundo – através de uma legislação ordinária. Tem Justiça do Trabalho, por aí, reconhecendo a existência da contribuição compulsória. Como vamos ficar? O sindicalismo pelego, formado pelas centrais sindicais, com centenas de trabalhadores para fomentar a greve, acabou, perdendo os recursos do Fundo Sindical.

 

O governo nega agora recursos para o MST, porque ele não existe regularmente.

 

Está certo, o senador Ricardo Ferraço perdeu o mandato mas está numa “boa boca” no patronato da indústria. Porca miséria...

 

 

 

 


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