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No país dos sabidos

14/03/2019

 

Tenho um velho e acalentado amigo, o historiador, professor Estilac Ferreira que, quando nos encontramos vai logo perguntando: “E o livro? ” Ele quer furungar minhas coisas, selecionar crônicas de antanho, para, então, produzir um livro sobre o que venho escrevendo, crônicas diárias, sobre tudo, de bom e de ruim...

Na edição de A GAZETA de 14.01.99, saiu publicada minha coluna, então diária, sobre “Primeiros socorros e desabafo”, onde criticava a determinação do Código Nacional de Trânsito em multar o motorista com a importância de R$128,00, (uma fortuna, então), que não portasse um KIT de primeiros socorros em seu veículo. Foi uma estupidez aquela inclusão no Código Nacional de Trânsito, com objetivo exclusivo de pilhar o bolso do proprietário de veículo.

No mesmo comentário tratei da aberração das chamadas barreiras eletrônicas, por terem colocado na chamada Curva do Saldanha, em Vitória, um desses redutores, criando um tumulto tão grande que as autoridades (?) tiveram que tirá-lo.

Em data recente, o Conselho Nacional de Trânsito aboliu a obrigatoriedade dos veículos portarem extintores de incêndio. Nunca vi um motorista de extintor em punho apagar o incêndio no carro do vizinho de trânsito mas, no Brasil, tudo é possível, montam essas industrias safadas com objetivo de tomar dinheiro do contribuinte, do mesmo jeito que ocorrem, em tudo que é prédio, estabelecimento comercial, os extintores de incêndio pregados nas paredes ou até “decorando” corredores, em um carrinho para ser levado com maior facilidade em caso de incêndio.

Minha mãe costumava dizer que bombeiro não apaga incêndio, faz “rescaldo”, depois que o fogo destruiu tudo. Acho que os edifícios devem ser construídos com materiais seguros, que permitam que ocupantes escapem com razoável segurança.

Os “protegidos” de Ozama bin Laden arremessaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. Estava em Passira, Pernambuco, quando assistir, pela TV, o instante em que o segundo avião atingia a segunda torre. Embora com estruturas de aço, os prédios foram construídos com gesso acatornado e vidro. Os monumentais edifícios caíram como um castelo de cartas, ao sabor do vento. Morreram perto de três mil pessoas, sendo a extraordinária maioria bombeiros voluntários.

Obrigar uso de extintores de incêndio, caixa com primeiros socorros, cinto de segurança, tudo isso faz parte de cartórios indecentes, para tomar dinheiro dos que, infelizmente, não podem reagir.

Professor Estilac, o tempo não mudou, quase nada...

 

 

 


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