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Divertidos senhores

05/04/2019

 

Não sei se a classe política capixaba sabe que o Estado do Espírito Santo é um dos mais pobres do país. Oitenta por cento da receita bruta do Estado são consumidos com pagamento do funcionalismo público e aos aposentados. Compõe o Brasil, como seus poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário - a maior estrutura burocrática do mundo, composta de 70 obrigações fiscais e parafiscais, quase 400 empresas estatais e perto de 90 autarquias que emperram o desenvolvimento econômico e social.

 

Tem o Brasil cerca de 13 milhões de desempregados, um contingente de 60 milhões na informalidade, porque não tem condições de pagar a maior carga tributária do mundo.

 

Todos países do mundo, organizados, naturalmente, só possuem com segurança no emprego, a chamada vitaliciedade, os membros da Suprema Corte. Todos parlamentos, seus integrantes, possuem condução própria, motorista próprio. Não tem auxilio gravata, paletó, cueca, residência, engraxate, combustível, nada.

 

 

 

Saiu na imprensa, jornal A Tribuna do dia 30 de março, véspera do aniversário (55 anos) do Movimento Militar de 1964, que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, sr. Erick Musso, informando que o Poder Legislativo capixaba vai COMPRAR 60 patinetes para servidores da Assembleia deslocarem-se diariamente para o trabalho. A prioridade é para os servidores da capital). A Assembleia vai adquirir ainda 31 veículos para uso dos parlamentares, trocando os atuais modelos Ford Focus por carros híbridos (abastecidos por gasolina e energia elétrica).

 

 

 

Confesso, tenho medo do Brasil de amanhã. O que nos reservará essa história triste que estamos assistindo hoje?

 

O Estado está à beira da falência – nos mais variados sentidos – principalmente com a paralização da Samarco, mais recente a tragédia em Brumadinho (com o rompimento da barragens) e a provocação de uma onda de desemprego assustadora e começam a culpar o governo Bolsonaro, que começou há 90 dias... por essas tragédias todas...

 

Quem passa pelas ruas das cidades do Espírito Santo, se der ao cuidado de examinar a visível tragédia econômica e social, vai ver centenas de lojas fechadas, porque seus proprietários não suportam mais os encargos fiscais, as obrigações da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e a mais indecente falta de segurança, onde a Polícia Militar faz greve, assiste a depredação de 370 lojas, só na Grande Vitória, com seus proprietários irremediavelmente falidos.

 

A Assembléia Legislativa aprovou um projeto de lei que determina a colocação de redes de proteção na Terceira Ponte, para impedir suicídios que, dizem, vai custar R$ 25 milhões, como se tal ideia vá impedir que o sujeito ponha termo à sua vida. Um negócio impossível de ser realizado, sem um aproveitamento sério, viável economicamente. Afinal, todos morrem. Raros tem coragem de por fim à própria vida.

 

Mais divertido vem de Guarapari, onde a Câmara Municipal deve ocupar a Pousada Sossego, pelo aluguel mensal de R$14.500,00. Sombra, água fresca, ar refrigerado e sandálias de dedo...

 

Só queria entender uma coisa. Será que esse pessoal está pensando realmente sério na situação em que vive o Brasil?

 

Prestem atenção, tudo cansa.

 

 

 

 


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