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No Morro do Macaco .

06/04/2019

 

Um policial civil, desses raros e bom que existem, outro dia, numa reunião nos deixou uma preocupação com uma afirmativa: “No campo da administração pública, à falta de planejamento das cidades, com o brutal favelamento, a assombrosa violência, no pequeno território da Grande Vitória, se vocês que pagam pesados impostos para morar soubessem o que se passa, realmente, procurariam um lugar, seguro, para viver. Sei que é difícil, desagradável dizer o que digo, mas a situação é insuportável. ”

A GAZETA noticiou, nos mínimos detalhes, a operação da Polícia que apreendeu fuzis de alta precisão, os melhores do mundo, na favela do Morro do Macaco (AK-47).

Vitória, Vila Velha e Serra possuem favelas que a Polícia não entra, é de todo impossível. Milhares de casas (barracos) são iluminados por energia que a companhia de eletricidade não tem condições de cobrar, o mesmo acontecendo com a conta de água. Os telefones, invariavelmente, são de cartão e todo mundo tem. A insegurança é total, porque, se a polícia não entra, muito menos os fiscais municipais e estaduais. Vivemos no chamado deus dará...

Hoje, não existem recursos necessários para um reordenamento da sociedade brasileira. Era difícil antes, piorou nos últimos 15 anos, porque houve uma desmoralização completa de administrador público, corroído na sua autoridade pela corrupção endêmica, que se alastrou de tal forma que ninguém sabe dizer, ou imaginar, quem não está corrompido.

O processo de locupletação indébita, em todos os setores da vida pública nacional, tronou-se um negócio tão vergonhoso, tão banal, tão imoral que, nos últimos tempos (dias) prenderam dois ex-presidentes da República, ministros os mais diversos, senadores, deputados, vereadores, empresários os mais importantes se transformaram, como amigos políticos, em refinados ladrões dos cofres públicos.

Não temos escolas, uma Universidade Pública decente, hospitais, transporte público, nada, que nos faça crer que um dia seremos componentes de uma nação decente. O que fizeram com a nossa mais importante Corte de Justiça é uma infâmia, uma indignidade. Compomos a nação mais burocrática e mais corrupta do mundo, e ainda ouvimos gritos de “Lula Livre”, como se ninguém tivesse vergonha.

O aprisionamento de fuzis os mais potentes na Favela dos Macacos, em Vitória, mostra a que ponto chegamos. Não sei se resta alguma esperança, com o governo Jair Bolsonaro, que enfrenta uma malta de desesperados, no Congresso Nacional, que não quer ver o estabelecimento de uma nova ordem, ao menos uma Previdência Social mais decente.

Como dizia o delegado, não temos solução à vista. É lamentável.

 

 

 


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