Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



A máquina burocrática.

09/04/2019

 

Além dos 13 milhões de desempregados o Brasil possui, historicamente 65 milhões de pessoas na informalidade, ou seja, trabalham por conta própria, fazem pequenos serviços, são artesãos, confeiteiros, doceiras, não possuem conta bancária e integram aquele contingente impressionante de 72%  chamados analfabetos funcionais.

 

Responsável pelo fantástico n úmero de pessoas sem trabalho definido, “escondidos” do chamado sistema convencional das relações de emprego-trabalho, é a mais estúpida burocrática do mundo, são as chamadas 70 obrigações fiscais e parafiscais, quase oitenta autarquias e outros tipos de sinecuras que emperram o desenvolvimento econômico e social.


Agora mesmo está entrando em vigor a 70ª obrigação Fiscal brasileira, o Esocial, o controle burocrático de todas as atividades empresariais ligadas aos fatores sociais e econômicos e que raros escritórios de contabilidade, os mais importantes, ainda não sabem operar 100%.


O que o sistema burocrático brasileiro quer é transformar o sistema econômico nacional numa poderosa Alemanha, único país do mundo a implantar o chamado Esocial, sendo que a Alemanha tem 5 obrigações fiscais e o Brasil tem 70. Como arrumar essa barafunda toda numa máquina infernal - o computador – que, mais ou menos, quatro milhões dominam, num universo de 206 milhões?


O mais modesto produtor rural, lá do agreste pernambucano, analfabeto de pai e mãe, rezando noite e dia para que chova, tem que saber manusear o computador ou terá que pagar, não sei como, que alguém opere a máquina para ele.


Em qualquer parte do mundo civilizado o governo incentiva o produtor rural para que ele permaneça no campo, para que não fique desprovido. Aqui, funciona ao contrário, o governo incentiva a invasão, dá recursos aos invasores, distribui terras com eles para que as revenda ou as abandone, depois de exaurida com o corte de vegetação existente.


IDAF, IEMA, SEAMA, Ibama são instrumentos de pressão, de arrecadação de multas diversas e taxas sobre a produção. O produtor tem um coqueiro, esperou quatro anos para ele dá fruto; se vender no mercado, tem que pagar taxa sobre o número de frutos que vender. Palmito, aipim, batata, laranja, abacate, goiaba, banana, tem que pagar taxa ao IDAF, por que? O IDAF deu mudas, adubo, plantou?

 
Com essa máquina infernal de arrecadar, de esmagar quem está produzindo, enfrentando a força bruta da natureza, ninguém quer sair da informalidade e, desanima até viver num país  de notórios usurpadores. Tem sentido?         


Agora os burocratas estão maquinando: como cobrar Imposto de Renda de quem faz bico?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


Imprimir | Enviar para um amigo