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Viradão ou pancadão?

09/10/2019

 

 

O negócio é a pimenta e o fiofó do alheio. Quando a pimenta é colocada no nosso, ai passamos a berrar contra aqueles que cometeram a maldade, com aquele nosso ponto sensível, pelo menos para os que tem sentimentos, escrúpulos a preservar, gostam de ser respeitados no seu direito de ir e vir.

Acho, minha opinião, que nenhuma manifestação popular deva ser realizada sem um planejamento, sem criar nenhum obstáculo ao direito dos que querem ou precisam ir e vir, passar por ali, onde a autoridade quer obstacular.

No último fim de semana de setembro, sob os auspícios das autoridades municipais de Vitória, estabeleceram um tal de “viradão”, que aconteceu de uma sexta até domingo seguinte, atormentando a vida dos moradores das redondezas, dos que precisavam passar pelo ponto mais central da cidade, a av. Jerônimo Monteiro, Praça Costa Pereira, rua Sete de Setembro e adjacências.

Desenrolaram nessas imediações espetáculos deprimentes de selvageria, bebedeira generalizada, brigas, incêndio em carro, sem que pudessem seus ocupantes serem socorridos, tudo de ruim, para até o diabo botar defeito, prejudicando sensivelmente o comércio, especialmente a Vila Rubim, o centro de abastecimento popular mais importante da cidade.

Tem quem goste de bagunça, tirar proveito dela ou buscam, através dela, extravasar seus instintos bestiais. Pouco me incomode quem goste desse tipo de bagunça generalizada fantasiada de imoralidade. Acho que essa patifaria e outras, que acontecem, como o “viradão” deveriam ter um canto bem sujo, bem obscuro para suas realizações. Será que os responsáveis por tal organização movida à bestialidade se sentem, conscientemente, confortáveis com uma demonstração tão escandalosa de estupidez? Será que esse rótulo de “festa popular” deveria ser realizado em tal dimensão ou com certo cuidado artístico, em lugar menos prejudicial aos interesses da população?

Recebi as fotos de quebradeira de estabelecimentos comerciais, brigas generalizadas, incêndio em veículos e protestos sérios, veementes, de comerciantes da Vila Rubim.

Quando ví o desvio do trânsito da Av. Jerônimo Monteiro na manhã de sábado, a barafunda generalizada, pensei com meus botões: vai dar merda. Como deu.

O que aconteceu no “viradão” não pode e não deve acontecer mais. A esperança é a que as autoridades municipais tenham mais juízo, respeitem o povo, quem precisa passar. Um dia a casa pode desabar na cabeça dos inconsequentes.

Desse jeito, a qualidade de vida de Vitória, vai para o espaço, a não ser que essa é a qualidade de vida que a mediocridade nos vende.

Corredor cultural de merda...

 

 

 

 


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