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Um mafuá de inovação

10/10/2019

 

Trata-se de um enigma, falta decifrá-lo. Não sei se a classe dirigente trata do assunto com predominância política, burrice ou má fé. Ou por esta ou aquela razão ou motivo, os chamados países subdesenvolvidos, de má formação educacional, como o nosso e, no todo, as américas Central e a do Sul, padecem de uma tremenda falta de educação, daí a predominância para o exercício dos sistemas ditatoriais ou do caudilhismo, apoiados por forças militares corruptas, como o presente caso da Venezuela, Bolívia, e outros que flertam as vezes com a democracia ou com o liberalismo, a exemplo do que ocorre hoje no Brasil, onde reside uma guerra entre o governo, que é pelo liberalismo, mas está sujeito a pressões dos legisladores e, para piorar a questão, do judiciário.

O Brasil é um país suigeneris. Nada no mundo se assemelha ao Brasil onde, além de possuir o maior sistema burocrático do mundo, ostenta também o mais impressionante sistema de corrupção, um negócio endêmico, parece incurável, embora o esforço do atual governo.

O autoritarismo é uma coisa enraizada no processo político brasileiro, ostentando o maior número de empresas estatais, da União, da face da terra e, interessante, ao sabor de uma incapacidade gerencial que resiste a sucessivas ações desburocratizantes. Os governantes saem, vez por outra, com a criação de empresas estatais pelos mais inconsequentes motivos, como o caso presente do governo do Estado do Espírito Santo, fazendo através da Assembleia Legislativa sua Estatal da Saúde, a Fundação Estadual de Inovação em Saúde, a Inovar Capixaba, que irá consumir um orçamento anual de R$ 72 milhões.

É uma obrigação constitucional, o Estado investir em Educação, Saúde, Saneamento Básico, transporte de massa e segurança pública mas, tudo que funciona tem um custo e alguém tem que pagar a conta e, parece, o Estado brasileiro não tem a necessária competência, promove o empreguismo com a má utilização dos recursos públicos, para se manter no poder.

Hoje, com o surgimento das chamadas redes sociais de comunicação, que os governantes passarão a enfrentar uma linha de tiro, que promoverá uma tremenda alternância se poderes, se partirmos do pressuposto de que o eleitorado está ficando inteligente e irá promover o enterro político das lideranças arcaicas.

Estado pobre, incapaz de realizar uma obra importante com recursos próprios, pela carência orçamentária, sonha com poços de petróleo como sobrevivência da máquina burocrática, pela mais absoluta falta de capacidade gerencial. A Fundação Estadual de Inovação em Saúde se constituirá em uma “filial” da Fábrica de Ideias, uma idiotice criada na administração municipal petistas de Vitória, em inutilidade que serve de chacota, pela sua originalidade. Nunca funcionou, como o Cais das Artes, um negócio sem sentido.

 

 

 


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