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Práticas eleitoreiras

03/02/2020

 

Vários estados, grandes áreas edificadas ou não, estão sendo sacudidas por impiedosas tormentas tropicais, destruindo bens materiais construídos com dificuldades, vidas inteiras, que se acabam com fins trágicos, muitos, fruto da incapacidade de se construir com segurança.

As chuvas torrenciais que caíram e vão continuar caindo em várias regiões, inclusive no Espírito Santo, se repetirão, porque não temos o instinto da precaução, achamos que as tragédias não se sucedem com igual ou maior intensidade.

O principal problema da formação de formidáveis enchentes, destruindo cidades, patrimônios pessoais, é fruto da burrice humana. Não temos um administrador público, pelo menos nos últimos 200 anos de história republicana do país, que tenha se preocupado com o assoreamento dos nossos rios e lagos.

Não faz muito tempo o atual prefeito de minha cidade, São Mateus, foi eleito por ter cometido o crime eleitoral de distribuir água com a população, abastecida pelo rio Cricaré, que estava sendo invadido por uma língua de água salgada que entrava no rio e, tornava a água distribuída imprópria para o consumo.

Candidato a prefeito, com parcos recursos para gastar na campanha, modestos conhecimentos, mas muito sabido, o prefeito, apelidado de Daniel da Açaí passou a distribuir água com a população mateense no seu carro pipa, buscando o líquido precioso, de qualidade melhor, numa nascente de sua propriedade. Acusado pelos concorrentes de crime eleitoral, passeou fagueiro, depois de condenado a perder o caso pelo Tribunal Regional Eleitoral, do Espírito Santo, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, que o absolveu e vai ser candidato à reeleição, com chances de distribuir mais água e se eleger.

Não sei se por falta de recursos, de ideia melhor, o prefeito anterior ao sr. Açai não realizou a obra importante e necessária para conter a lâmina de água salgada que contaminava as águas do rio Cricaré, a construção de uma pequena barragem de contenção da língua salgada que, por ser mais pesada do que a água doce, seria fácil de ser construída, afora o desassoreamento que faria com que o rio Cricaré voltasse a ser navegável, o que ocorreu até a década de 60, quando o porto mateense entrou em decadência, desaparecendo, expulsando os barcos que ali navegavam.

Os problemas nacionais poderiam ser resolvidos se nossos administradores públicos pensassem mais e empregassem menos servidores, que consomem uma fábula de recursos e a maioria ganha mais salário do que um pequeno empresário que participa com o pagamento de 70 obrigações fiscais e parafiscais para engordar bandos de malandros.

Nossos administradores públicos não sabem nem o que é assoreamento. Mais sabe distribuir água... Dar empregos, para se manterem no poder.

 

 

 


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