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Crimes sem castigo.

05/02/2020

 

A liberdade é um negócio sério, ela nunca será absoluta, independente. Será sempre relativa. Quem entende um pouco de economia, gosta do Brasil, ama a terra em que nasceu deve, ter um mínimo de independência para defende-lo em qualquer circunstância.

 

Não gosto da companhia de mineração Vale (ex-Vale do Rio Doce) Nunca gostei, devido sua arrogância, como se fosse dona do Brasil, podendo lançar todas suas imundícias nas cabeças da sociedade, sem maiores responsabilidades, como sempre fez com o pó de minério lançado sobre a cabeça dos moradores da Grande Vitória.

 

Por pura burrice das nossas autoridades a Vale se instalou, desde a década de 50, com sua ferrovia pelo Vale do rio Doce, daí seu nome, vindo com o minério de ferro até a baia de Vitória, no Porto Eumenes Guimarães, nome do embarcadouro que se instalou no morro denominado Pela Macaco, do outro lado da baia, em Paul, município de Vila Velha, até que expandiu-se com o Porto de Tubarão, onde passou a exportar minério de ferro a 9 dólares a tonelada , dando minério a empresas estrangeiras, o negócio mais barato do mundo, enquanto a França, com suas exportações de adubo, extraído de fezes humana, nos tratamentos de esgoto sanitário de Paris e outras grandes cidades, exportava, na ocasião, o “produto” por US$  140,00 por tonelada métrica. Pobre Brasil.

 

Não sei qual foi o inconsequente que permitiu a instalação de um porto de exportação de minério, fábrica de pallets e até uma produção de semiacabados de aço no Porto de Tubarão, jogando seus gases, fumaça e pó de minério nos moradores da Grande Vitória, matando as pessoas com doenças respiratórias.

 

Já escrevi um monte de vezes, dizendo que a Vale é uma empresa maldita, trabalha contra os interesses nacionais, exportando minérios preciosos in natura, a preço de banana podre, quando deveria ter instalado uma usina siderúrgica de verdade, na foz do rio Doce, em Linhares, em imensas áreas, sem o sacrifício de vidas humanas. A Vale fez de tudo para me dissuadir de escrever contra seus procedimentos, um esforço inútil, não por que acho bonito escrever contra ela, mas porque pretendo escrever defendendo os interesses nacionais enquanto puder.

 

Agora mesmo a Vale está envolta num monstruoso crime ecológico, que matou de uma vez centenas de pessoas, com o rompimento da Lagoa de estabilização de rejeitos de minério, de uma de suas extrações, em Brumadinho, Minas Gerais, quando uma cidade foi soterrada, com seus moradores, no maior desastre ecológico do mundo, provocando um processo de seus dirigentes pelo Ministério Público de Minas Gerais.

 

A Folha de São Paulo, que anda esculhambando o presidente Jair Messias Bolsonaro, por ser contra seus métodos de governar o Brasil, na sua edição do dia 30.01.2020 deu noticia seguinte teor: “Chuvas são o maior desastre da história de BH, diz prefeito, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que pedirá até 400 milhões à União para obras de recuperação da cidade. As chuvas em Minas são as mais intensas em 110 anos e já deixaram 55 mortos e 45 mil desalojados. “Raios, o prefeito e o jornal Folha de São Paulo esqueceram que a Vale provocou um desastre ecológico monstruoso, destruindo um distrito de Mariana, a jusante da barragem que estourou, matando centenas de pessoas.

 

É o negócio da liberdade. Ela é sempre relativa, quando entra no meio o chamado interesse financeiro.

 

Porca miséria. Os gases e o pó preto da Vale continuam mandando.

 

 

 


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