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Contando "Causos"

10/03/2020

 

Não sei do porquê, pessoas sérias, bem intencionadas demoram pouco na política. Alguns querem se eternizar, outras ficam desesperadas para dar as costas, com medo da contaminação.

Certa feita fui convidado para ir ao Palácio Anchieta, para ter uma conversa com o governador do Estado, na época. Jamais poderia imaginar que a conversa giraria sobre candidatura e, o governador, muito sabido, disse que eu seria um dos candidatos dele a deputado federal. Confesso que não fiquei espantado (nada me espanta com facilidade, principalmente a hipocrisia) mas, quase entornei o cafezinho na roupa, de tanto rir da insinuação. “Eu? governador, o senhor está brincando! ”

O governador falou sobre uma “legião” de admiradores que eu tinha e que seria uma vitória fácil, por aí... Mandou que eu pensasse sobre o assunto.

Creiam, a última coisa que faria na minha vida era ser candidato a cargo político, pedir voto, daí minha desconversa sobre o convite, que não faria qualquer sentido na vida de um sujeito meio casca grossa, que não sabe suportar desaforos.

Faz algum tempo que quero dizer a um velho amigo, Carlos Alberto Baptista da Cunha “bravo” filho de Mimoso do Sul, que muito tenho me divertido com seu livro, Contando “Causos”. Político de excelente linhagem, foi deputado estadual, federal e vice-governador do Estado. Pela amizade que nos unia, conversando sobre a campanha, sua participação numa chapa fadada ao fracasso, mas que só ele poderia levantá-la, pelo seu reconhecido prestígio no Sul do Estado. Sem favor nenhum era verdade. Carlos Alberto, como político, como pessoa, era e é autêntico, sem fingimentos. Foi dito e foi feito. O Carlos Alberto Baptista da Cunha foi eleito vice-governador, na companhia de Max Mauro. Ninguém mistura azeite com água. Em pouco tempo as desavenças eram visíveis entre um governador apático, pelo que ocorria no Estado e um vice-governador agitado, sangue quente, acostumado às discussões e, sem favor nenhum, um lutador.

Expulso do gabinete de vice-governador, no Palácio Anchieta, Carlos Alberto ingressou na justiça, tendo o Tribunal decidido que ele tinha o direito de permanecer com seu gabinete no Palácio. Esse episódio foi muito desagradável na vida política do meu amigo e ele registra o episódio com elegância na 72ª página do seu livro, marcando ali sua versão contra a intolerância.

Contando “Causos”, de Carlos Alberto Baptista da Cunha é divertido. Nos traz na lembrança velhas histórias do meu São Mateus, como as das bebedeiras do seu avô. Divertido, vale a pena ler os “causos” do Carlos Alberto.

Velhas lembranças do amigo teimoso...

 

 

 


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