Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



História de urubus

11/03/2020

 

Contam as “lendas” que os urubus, desde que surgiram no mundo, sob os efeitos de torrenciais chuvas, que os impede de voar, acocorados nas árvores reclamam: “Quando passar a chuva e o Sol aparecer, vou fazer minha casa”. Quando o Sol volta a brilhar o urubu, feliz da vida, exclama: “Pra que quero casa? ”

Por volta de 1470, por aí, as cheias dos rios Reno e Danúbio fizeram com que, naquela época tão distante, os governos de países servidos por aquelas importantes vias aquáticas se consorciassem para contratar gênios, como Leonardo da Vinci, para projetar o desassoreamento, as contenções e as eclusas que promoveram a navegabilidade, uso para pesca, transportes fluviais de grande curso para o turismo e o tratamento de água para usos diversos. Quem viaja por aqueles importantes rios que cruzam a Europa podem divisar as dragas removendo areia para construção civil, sua navegabilidade, comportas que permitem a regularização do leito e o respeito que os povos usuários têm pela beleza dos leitos de rios mais limpos do mundo.

Não precisamos ir muito longe para conhecer a imundície que a estupidez humana promove em nossos rios e lagos. Não tem um rio, um lago, que mereça cuidados de nossas autoridades. Os aglomerados de casas, barracos, favelas imundas, esgotos, à margem dos nossos rios, é de fazer vergonha, fazendo com que se repita, todos anos as cheias que matam, expulsam pessoas de suas casas, dão prejuízos, acabam com tudo que levou tempo e dinheiro para se construir e se perde tudo em meia hora de chuva, mas gastam fortunas com carnaval, fogos de artificio para comemorara a passagem do ano, como se aqueles momentâneos acontecimentos fossem de grande importância.

Compomos uma sociedade de urubus, sem educação, sem os mínimos princípios básicos de organização, de respeito aos nossos semelhantes.

Gastam milhões em porcarias as mais diversas, sem nenhum cuidado, para com o futuro e, depois que ocorrem todas as imoralidades no carnaval de rua, transformam a cidade num imenso mijódromo, numa grande putaria, querem rotular essa indecência como se fosse turismo. Turismo? Será que essa gente não tem um pouco do senso do ridículo?

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo