Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



"Causos" mateenses I

19/03/2020

 

 

Infelizmente o sistema político brasileiro é o pior possível. Para piorar o sistema burocrático, existente, o mais corrompido do mundo, inventou-se a tal Justiça Eleitoral. Alguns países de baixa qualidade jurídica adotaram esse tipo de justiça( México, como exemplo), onde ocorrem lastimáveis episódios de julgamento, onde os chamados TREs- Tribunais Regionais Eleitorais absolvem ou condenam um político que cometeu ato delituoso, praticado na campanha para se elegerem e, nos recursos feitos o TSE-Tribunal Superior Eleitoral o sujeito que foi punido no TRE , foi absolvido e, o que foi absolvido, invariavelmente, é punido mas, quando sai a punição, a tal da sentença, o inocente ou o safado já cumpriu o mandato e até foi reeleito.

Vários casos ocorrem por este país do carnaval e da roubalheira desenfreada, como vem agora à baila, lá do meu São Mateus, a celeuma com a candidatura à reeleição do tal Daniel da Açaí, um “poeta” popular, com um boteco para vender suco de açaí que, à falta de gente melhor,  com mais conhecimentos para exercer o cargo de prefeito, lançaram o nome da pessoa, aproveitando-se do processo de salinização de água potável distribuída pelo sistema de abastecimento a população, passou a distribuir, através de uma “pipa”, latas d’água com o público, processo tido pelos seus concorrentes como meio de angariar votos.

Seus opositores entraram na justiça (eleitoral) pedindo a cassação do seu mandato. Depois de uma longa luta, o TER cassou seu mandato. Os advogados do “professor” Açaí (apelido que caracterizou sua pessoa pelo tipo de comércio que exerce) recorreram ao TSE, que anulou a sentença, que fará o distribuidor de água pleitear a reeleição.

Conheço o “professor” Açaí através do disse me disse, dos comentários mateenses que, aqui pra nós, meus conterrâneos têm um péssimo gosto para escolher prefeitos, fazendo surgir, por quatro vezes seguida tipos como Amocim Leite e, agora, o “professor” Açaí que, dizem as más línguas, muito pior do que o Amocim, um homem divertido, que teria dançado o Hino Nacional com sua mulher no dia da posse, num espetáculo hilariante, a pretexto de ninguém querer dançar o sambinha.

São Mateus deu ao Estado governadores os mais importantes, como Nestor Gomes, Graciano Neves, Jones dos Santos Neves, como prefeito também mais ilustres. Hoje, vivemos no império da mediocridade. Os bons, os capazes, não querem participar, não têm coragem de sair prometendo, distribuindo água, talvez até um serviço nobre, em contraste com a água salobra, fazendo surgir os Daniel da Açaí, Amocim Leite e outras figuras folclóricas, como o Luciano Ciclovia, João Tatu e tantas outras, à falta de maiores ou melhores imaginações.

Coisas da Política.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo