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Procedimento indigno

21/03/2020

 

Existem motivos para duvidar que o Brasil um dia dê certo. Há uma antiga animosidade entre paraguaios e brasileiros. A Guerra do Paraguai, contra a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai- deixou sequelas difíceis de serem curadas. A dependência econômica paraguaia do Brasil atenua um pouco a questão mas, vez por outra, até nos jogos de futebol, as birras reacendem e os ânimos voltam a se exaltar.

Recente, foi preso na fronteira entre os dois países o famoso jogador de futebol, brasileiro, Ronaldinho Gaúcho, na companhia de um irmão e uma senhora, que seria uma espécie de elo de entendimentos do jogador com empresários de pouca tradição (ou fama) naquele país. Alegou-se, de início, que o jogador teria entrado no Paraguai portando um passaporte falso. Que necessidade teria o jogador de utilizar de um passaporte falso, se, de acordo com a legislação do Mercosul, apenas uma carteira de identidade, com menos de dez anos de validade, é documento hábil, em caso de necessidade?

O jogador, que parece ter uma cara de bobo (que de bobo não tem nada), tem passado por sérios aborrecimentos nas mãos das autoridades, da polícia e justiça paraguaias, não pelo passaporte falso, apenas, mas por outros cinco crimes, sendo o mais grave relacionado com transporte de recursos sem justificativa legal, para os dois países.

A imprensa brasileira, nas suas demonstrações inequívocas de tentar aniquilar com o governo Bolsonaro, publicou nota de que o ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, teria telefonado para seu colega paraguaio, para se inteirar da prisão do jogador Ronaldinho Guacho. E daí? Qual o problema?

Pelo que parece, Ronaldinho Gaúcho é brasileiro, tido como um dos melhores jogadores do futebol do mundo e, por consequência, deve merecer atenção do ministro Sérgio Moro ou de qualquer brasileiro, para se inteirara da verdade sobre os fatos circulantes na imprensa, sempre com suas meias verdades...

Essa forma ridícula de se buscar rabo, mal feitos em autoridades brasileiras, me parece um mecanismo imoral de se fazer oposição, dando a impressão clara de que o ministro Sérgio Moro queria usar de sua influência para soltar o jogador. Quem prendeu Lula está interessado em soltar Ronaldinho?

Esperem aí! O ministro Sérgio Moro, queiram ou não, é a autoridade mais importante da política brasileira. Não existe ninguém, nenhuma autoridade, nenhum político, um homem público qualquer, que detenha maior estima, maior respeito, do povo brasileiro. Não cometeu o ministro brasileiro nenhuma ingenuidade, nenhuma ingerência nos negócios paraguaios ao buscar informações, sobre o jogador Ronaldinho Gaúcho, que embora metido em falcatruas, ou não, é um brasileiro importante, que por esta ou aquela razão ou motivo, se envolveu com quem não devia.

A indignidade cometida contra o nosso Ministro da Justiça faz parte do jogo político que emporcalha hoje, como ontem, a vida nacional.

 

 

 


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