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Tempos de promessas I

23/03/2020

 

Negócio de guardar jornal velho dá em coisa! Os jornais estão acabando e, quando acabar, cadê os recortes de jornais antigos?

Saquei da gaveta, aleatoriamente, o recorte do Jornal A Tribuna, de 18 de outubro de 2019, onde na sua página 5, Cidades, trazia a seguinte manchete: “Começa a implantação do Aquaviário”, onde ressalta: “A previsão de entrega do Aquaviário operando em 2020 continua. Desde a inauguração o sistema estará integrado com o Transcol, por meio de bilhete único”.

Bom, não apareceu o empresário (todo empresário é louco) que vai implantar o novo mecanismo de transporte na baía de Vitória que, diz a nota, as embarcações vão contar com wifi, devendo o projeto executivo ficar pronto em 150 dias.

Estamos vivendo no país dos embrulhões. Não sei que fim levou, mas quando assumiu o governo desta infeliz República o sr. Jair Messias Bolsonaro encontrou, dentre as 400 e muitas empresas estatais, uma realmente impressionante, a que ia gerir a confecção do projeto Trem Bala, que iria funcionar para os jogos da Copa do Mundo, que gerou um dos maiores escândalos de corrupção, envolvendo figurões da Fifa e safados governantes brasileiros, capazes de tudo, por dinheiro, inclusive a construção de uma dúzia de estádios.

O governador Renato Casagrande é um administrador audacioso. Tem uma fértil imaginação para obras faraônicas que jamais saíram do papel, como a Quarta Ponte sobre a baia de Vitória, que seria um negócio extraordinário. Por que político promete e mente tanto?

 O nosso prefeito de Vitória, Luciano Rezende, quando se construía a av. Leitão da Silva, disse que a via se transformaria numa Wall Street capixaba. Um gozador! Como, num lugar apinhado de assaltantes os mais perigosos, que infestam as favelas da vizinhança, interrompendo o tráfego pela manhã, assaltando à luz do dia, numa afronta as autoridades policiais, pode se transformar num centro financeiro?

O próximo governador, o futuro prefeito de Vitória terão que assentar, primeiro, os pés no chão. Andar com os pés na cabeça, não dá.

 

 

 

 


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