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Intromissão indébita III

06/05/2020

 

A política partidária no Brasil é um dos negócios mais sórdidos do mundo. Não existe nada igual, semelhante, ao menos. Tudo se compõe de aproveitadores da pior espécie, cada qual querendo permanecer eternamente no poder, até que o diabo o leve às profundezas, sendo eleito como um ditador.

Surge no cenário político um maluco que entendeu ser seu direito concorrer à presidência da Repúbllica, mandando a velha imprensa fofoqueira, corrupta, à merda, buscando a formação de uma rede social de comunicação, por onde mereceu apoio para se eleger. Pintaram e bordaram para atormentar sua candidatura, até com as mais estapafúrdias pesquisas de opinião pública, cada qual mais mentirosa do que a outra. Vendo que todos os intentos roíam por terra, resolveram mandar matar o candidato e, para tanto despacharam um tal de Adélio Bispo de Oliveira que, interrogado, declarou que “foi enviado por Deus” para cometer o crime. Toda essa canalhice montada para matar Jair Messias Bolsonaro todo mundo conhece mas, estranho. Todo mundo conhece mas não se chega a resultado nenhum. Por que será?

Dizem as más línguas de Brasília que uma das causas do presidente Jair Messias Bolsonaro destituir o ministro da Justiça, Sérgio Moro, de forma sumária, está a questão relacionada com as declarações do quase assassino Adélio Bispo de Oliveira, seus advogados caros e um inquérito que teria sido mal e porcamente conduzido por um delegado da Polícia Federal.

Demitido Sérgio Moro do Ministério da Justiça, juntamente com o superintendente da Polícia Federal, parece que o céu de Brasília despejou um pedaço do seu teto na cabeça da oposição que, sem ter nada o que fazer, passou a fazer uma série de exigências e movimentos devido a exoneração de um ministro, o homem do Lava-Jato, como se fosse um semideus, um negócio caído do céu, que não pudesse ser demitido. Uma sacanagem, reclamaram outros.

Bolas, Fernando Heriquen Cardoso demitiu 70 ministros; Lula, demitiu 74 e, Dilma, com toda sua “sabedoria”, demitiu 89. Bolsonaro na rabada da fila com apenas 5 ministros demitidos.

Quem tem alguma coisa com isso, que Fernando Henrique, Lula, Dilma ou Bolsonaro demita alguém? O cara se eleger presidente da República com uma carta branca que o povo lhe deu, mediante suas promessas da campanha. Não vamos procurar saber motivos que levaram nos governos anteriores, a demitir tantos ministros, assessores dos mais variados matizes.

Seja lá o que tiver acontecido com a avaliação do senhor Sérgio Moro pelo presidente da República, só a eles interessa o motivo. Vamos pressupor que o novo ministro da Justiça, André Mendonça, seja menos linguarudo, menos fofoqueiro, como parecia ser o sr. Moro. Mas por traz, era outro homem.

Coisas da política.  

 

 

 


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