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Guerra dos depravados.

21/02/2021

 

Afinal, vem agora a “guerra dos depravados” no Brasil (no mundo todo não é muito diferente), onde as maiores autoridades (de todos os poderes), se engalfinham numa destemperada agressão verbal que, até o século dezoito, terminava em duelo, quando alguém chamava o outro de corno, filho da puta ou ladrão. Raramente alguém se atrevia chamar o outro, na pior briga, de filho da puta e, até hoje alguém tem brio, vergonha, não aceita tal pecha.

 

Com uma impressionante facilidade, as mais altas autoridades nacionais perderam o respeito entre si, nas suas discussões e, na falta do chamado bom sendo, equilíbrio moral, se depravam. Quem quiser ter melhor noção do que sejam depravar ou depravados deve buscar o dicionário, para ver em que se constituem nossas autoridades, naturalmente com raras exceções.

 

Em toda família ”elegemos” um ídolo a venerar e, na atualidade nacional o Exército, sem nenhum favor, onde repousam as forças do maior equilíbrio nacional, o general Villas Boas Correa se transformou no chamado “grande líder” das Forças Armadas nacionais, com respeitável louvor.

 

Nas suas memórias o general contando suas histórias, suas passagens e intervenções, até, para que a nação não se transformasse numa bagunça maior do que assistimos, “advertiu”, como ministro da Guerra o Supremo Tribunal Federal a não conceder o habeas corpus para Lula ser candidato à reeleição pelo terceiro mandato, libertando-o da prisão, mas não permitindo sua candidatura. Sua interferência, através de uma nota oficial que redigira, admoestando o Supremo Tribunal Federal, tivera o aconselhamento do general, então ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, hoje diretor geral da Itaipu, fato ocorrido no dia 02 de abril de 2018.

 

A revelação do teor da nota original quase dois anos após, gerou contrariedades no Supremo Tribunal Federal, que nega sua participação.

 

A revelação do teor original da nota emitida pelo general Vilas Boas mereceu desconsideração descortês por parte do ministro do STF, ministro Edson Fachin, provocando uma descompostura do deputado federal Daniel Silveira, que mereceu reprimenda do ministro Alexandre Morais, que veio em favor de Fachin, provocando um atrito entre Morais e o deputado Daniel Silveira sem precedentes, numa flagrante falência de respeito que devem ser nutrido entre autoridades dos poderes constituídos.

 

A deterioração moral, a depravação entre autoridades nacionais, chegou a um ponto tal que, embora possa residir as melhores intenções entre algumas pessoas, o Brasil, país nenhum, pode dar certo quando chamados poderes constituídos chegam a esse ponto de ruptura do equilíbrio moral.

 

As Forças Armadas gozam de um coeficiente elevado de simpatia da ordem de 85% de aprovação pela sociedade brasileira. Só ela tem condições morais de impor a ordem. Se não o fizer, não será possível avaliar-se onde as coisas chegaram no Brasil, onde o respeito parece, desapareceu.

 

 

 

 


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