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Por um novo 1964.

06/04/2021

 

Estava em A GAZETA em março de 1964, como redator de política, cobrindo o que se passava na Assembléia Legislativa, no Governo do Estado, inteiramente à matroca, sob o comando de um homem profundamente incompetente, manobrado por uma corja de aproveitadores formados nos proxenetas, alguns notórios bandidos, embusteiros e ladrões e, uns raros probos que não se compactuavam com o que viam, mas precisavam sobreviver ao meio daquelas imundícias. Essas circunstâncias todas levaram o governador Francisco Lacerda de Aguiar, renunciar ao mandato e assumir o vice-governador Rubens Rangel, um dos governantes mais sérios, mais honrados que conheci.

 

Na redação do jornal, composta por Jackson Lima, Victor Rodrigues Costa, Francisco Assis Leal da Silveira e outros gozadores, com minhas tendências de direita, extrema, até, me perguntavam: “E a revolução? Quando vem? ”, sempre repetia: “Breve, um dia desses”, e assim foi até que a notícia explodiu lá pelas 20 horas do dia 31.03, que o movimento revolucionário estourara em Minas Gerais e as tropas se encaminhavam para o Rio de Janeiro.

 

Estava com meus 33 anos, e desde a podridão do nefasto governo de Getúlio Dornelles Vargas e depois sob o comando do seu filho adotivo, João Belchior Marques Goulart que eu sonhava com aquele momento.

 

O brasileiro, em geral, é profundamente esquecido. Em 1964 não tínhamos energia elétrica suficiente para mover a economia nacional; não tínhamos um sistema de ligações telefônica minimamente decente, rodovias e ferrovias não existiam; o ensino era de uma precariedade imoral e, para arrematar, o Brasil estava com o seu PIB (Produto Interno) na ordem do 48º lugar e tínhamos saído do 60º, após o término da Segunda Grande Guerra, em 1945.

 

O movimento Militar de 1964 foi um dos acontecimentos revolucionários mais pacíficos ocorridos no mundo. O movimento foi tão importante para a nação que, pelo menos 90% da sociedade aderiu a ele, até a ferrenha oposição, pela lisura dos atos praticados, sob a égide do grande militar, que foi o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

 

As sucessões governamentais ocorreram normais até o último militar, o general João Batista Figueiredo, surgindo, como opositor do corrupto por excelência e mentiroso contumaz na pessoa de Paulo Salim Maluf.

 

Figueiredo era um homem sem vocação política, não soube endurecer, ciente das críticas, preferindo propor uma anistia ampla e irrestrita aos antigos comunistas que queriam implantar o sistema soviético no Brasil, a exemplo de Cuba e da infeliz Venezuela.

 

Surgiram as primeiras eleições livres e Tancredo Neves, com seu vice (traidor) José Sarney foram eleitos, Tancredo não chegou a assumir. Antes da posse foi consumido por um câncer. Sabidamente, Ulysses Guimarães, outro político de poucos escrúpulos, empurrou Sarney para tomar posse do cargo, sem esperar que o Congresso Nacional nomeasse um interventor para realizar novas eleições. Sarney ficou no poder por cinco anos, dando reinício a todas patifarias que ocorreram no país, em termos políticos e de ladroagem, antes de 1964.

 

Foi uma tragédia.

 

As figuras mais ordinárias do país voltaram para a política e, no meio do caminho criaram uma tal de “Comissão da Verdade”, que deveria ser chamada de “Comissão da Mentira”, para apurar delitos, mortes, cometidos por militares ao tempo do período do Movimento Militar, de 31 de março até meados de 1985, quando Sarney tomou posse.

 

De 1973 a 1974 surgiu um foco de Guerrilha no Araguaia, onde constatou-se que morreram, nos embates com as forças militares, apenas 125 (cento e vinte e cinco) terroristas, devidamente registrados com seus nomes e datas no livro “Brasil Nunca mais”, elaborado pela Igreja Católica Comunista, sob a égide do Cardeal Arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns. Surgiram centenas de terroristas mortos, presos, espancados, torturados, tudo para levar vantagens, receber indecentes pensões do governo, como Lula, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros patifes.

 

Voltemos a 1964. Decorridos 57 anos que o Brasil foi salvo pelas Forças Armadas das garras do comunismo, está passando da hora dos militares voltarem para promoverem uma verdadeira revolução. A de 1964 não valeu, ao permitir que essa canalha voltasse a tomar conta do poder.

 

Voltemos à luta.

 

 

 

 

 

 


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