Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



O erro do enclausuramento humano.

17/04/2021

 

É a mais cristalina verdade: o pior cego é aquele que não quer ver. Qualquer criador de gado, porcos, ovelhas, galinhas sabe que quanto maior for o confinamento desses animais, mais dóceis de manejo eles ficam e, mais sensíveis às contaminações. Tivemos em tempos recentes a doença da “Vaca louca”, a febre suína, a febre provocada pela aftosa, a mosca do chifre e outras pandemias que têm ceifado milhões de animais, principalmente aves (frangos), que precisam ser incineradas ou enterrados em imensas valas.

 

É possível existirem grandes criadores sem o confinamento, a utilização de pequenos espaços, dentro de rígidos controles sanitários, para evitar maiores contaminações.

 

Quando surgiu a explosão de contaminação da humanidade, pelo coronavírus, alguns especialistas recomendaram o “enclausuramento” de pessoas, fato ocorrido primeiro na Itália, quando ocorreu a morte de milhares de pessoas com mais de 70 anos, que apresentavam, antes, um quadro de infecção nas vias respiratórias e o enclausuramento promoveu uma contaminação maior.

 

Um trabalho de Adrilles Jorge, de agosto de 2020 mostrou um quadro muito real do que ainda está ocorrendo no mundo, especialmente no Brasil, por teimosia e burrice. Vejam o que nos diz Adrilles Jorge em seu trabalho:

 

“A realidade factual é sempre clara. A interpretação subjetiva é uma versão do real. A ciência não se importa com interpretações subjetivas do real. O problema é quando a interpretação subjetiva do real se apropria da ciência. O que claramente ocorreu no combate isolacionista à Covid 19. Seis mil cientistas de Stanford e Harvard agora afirmam que a solução para o vírus chinês é o povo jovem e saudável circular e preservar idosos e doentes crônicos para atingir a imunidade de rebanho, o vírus tem que se espalhar cada vez mais rápido. Basicamente, o isolamento vertical, o distanciamento racional que propuseram uns poucos que foram prontamente apedrejados em nome da “ciência”. Ciência agora que reavalia discretamente suas conclusões apressadas. Ciência, é bom lembrar, é um conjunto de hipóteses testadas ao longo do tempo que abrangem aspectos da realidade. A realidade científica apressada do isolamento sem método que condenou milhões à fome, desemprego e endoidamento nada teve de científico.

 

Basicamente, o que a ciência agora recomenda foi o que uma meia dúzia de pessoas minimamente sensatas, cientistas ou não, recomendaram desde o início: isolamento vertical, com circulação racional das pessoas. Preservando empregos, trabalho, renda, saúde psíquica, emocional, física e sustento das pessoas. Uma utopia isolar idosos e doentes? Uma insensibilidade isolar doentes e idosos? Partiu-se, portanto, para a utopia insensata e insensível de trancar ao mesmo tempo milhões de pessoas sem necessidade. O vírus se espalha de diferentes formas e chega em diferentes regiões com mais ou menos intensidade. Qualquer estudante de epidemiologia ou pessoa sensata sabe disto. A solução encontrada em contraste com a sensatez mais óbvia? Trancar tudo e todos, sobretudo o bom senso mínimo

 

Por que agora a recomendação sensata e póstuma do isolamento vertical? Medo e covardia são as primeiras respostas. Medo excessivo de morte mata. O excesso de mimo da humanidade por décadas de avanços da ciência e medicina garantiram maior expectativa e qualidade de vida a quase todos. O avanço do capitalismo em democracias liberais melhorou a renda, diminuiu pobreza, diminuiu guerras, melhorou a vida de quase todo mundo. São dois bilhões de pessoas que saíram da linha da pobreza nos últimos trinta anos. Somos uma geração mimada, pois. Que ao primeiro sinal da possibilidade de risco, se esconde debaixo da cama porque alguém assim o comanda. Só que este mimo foi fatal para enfrentar um risco de maneira racional e – verdadeiramente científica. A ultrassensibilidade do mimo contemporâneo só piorou a situação. Por pura covardia com método pseudocientífico.

 

A decisão do isolamento trancafiou bilhões de pessoas em suas casas, sem considerar o óbvio: que o vírus chegava antes, de maneira mais intensa, em grandes megalópoles que tinham mais contato com a China e a Itália, primeiros portos da pandemia. A ideia pseudocientífica foi trancar o mundo. Trancar empregos, trancar trabalho, trancar liberdade, trancar bom senso. Tudo em nome da ciência. De uma falsa ciência. Ora, ciência não se faz da noite para o dia. Vale repetir: ciência é um conjunto de hipóteses testadas ao longo do tempo. Nada se testou em relação ao vírus chinês. O que se sabia – e se esqueceu provisoriamente, intencionalmente – é que toda pandemia tem começo, meio e fim, independente de isolacionismo. Algum achatamento de curva pode ocorrer se isolando.

 

A covardia resultou em milhões de infectados em casa, com maior ou menor sorte. Em Nova York, foram 85% de infectados em casa que eventualmente saíam para comer, por exemplo, e se contaminavam. Ninguém fica isolado em um banheiro por meses, por óbvio. Mas o óbvio se torna turvo para uma civilização politicamente correta que fecha os olhos para a realidade visível. A pseudociência claustrofóbica de combate ao vírus invisível não enxergou a realidade mais óbvia e condenou milhões à pobreza, miséria, fome, perda de saúde psíquica. E esta pseudociência claustrofóbica, cega e pretensiosa é produto direto da cegueira de uma geração ultrassensível  e ressentida e mimada que não só não enxerga como tem medo de ver e enfrentar a realidade. Ninguém jamais admitirá o erro isolacionista, claro. Intelectuais, jornalistas, entidade suprapartidárias, aglomerados de comunicação jamais admitirão que condenaram o mundo a um sacrifício inútil e que piorou a situação com um remédio mais amargo que a doença. Numa sociedade onde os olhos negam a realidade, o mais fácil é subverter a realidade em nome de seu negacionismo.”

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo