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A maldio da fome.

05/05/2021

 

Luiz Gonzaga, um cantante nordestino, de saudosa memória, espalhou pelo mundo o sofrimento de sua gente, migrante por natureza, em busca de uma vida melhor, na estrofe de uma de suas canções, dolorosas, diz, onde mais ou menos: “Seu dotô, presta atenção, a esmola a um homem que é são, ou mata ele de vergonha, ou vicia o cidadão”.

 

Estamos vivendo uma tragédia, que nos parece irreparável, por muito tempo, a figura de homens e mulheres, crianças, implorando a caridade pública, principalmente nos cruzamentos de ruas, nos semáforos, pessoas portando cartazes feitos à mão, implorando uma esmola, para mitigar a fome da família num dos espetáculos mais tristes da existência humana. Quando não estão revirando o lixo, em busca de sobras, agora incomum.

 

Esses tristes quadros, familiares em tempo idos no Norte e Nordeste brasileiros, retratados pelo velho Gonzagão nos dão a ideia do que são, sem alma, sem coração, sem piedade, nossos governantes, inteiramente insensíveis, com suas políticas nefastas do cerceamento das liberdades daqueles que foram privados do emprego e agora não podem ir nem vir!

 

Outro dia assisti um corajoso esbravejar do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini contra a ação do governador Renato Casagrande, impedindo o funcionamento das atividades empresariais, como se o coronavírus fosse suficientemente adestrado para atingir pessoas que estavam trabalhando, mas ignoram os que estavam nas aglomerações de protesto, nas filas das casas lotéricas, ou se postando nas esquinas em busca da caridade pública.

 

O prefeito Pazolini retratou na sua fala, repetida depois, a tragédia que vem provocando a ação de governantes que estão buscando pessoas não atingidas pelo vírus com objetivo de promover uma política contrária à ação do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, única voz nacional que se levanta contra a paralização da economia nacional, provocando a onda de desesperados por alimentos, para matar sua fome e dos seus familiares.

 

Cada pessoa portando um desses cartazes nos sinais de trânsito não retratam a ação do presidente Bolsonaro, convidando governadores a colocarem um fim às suas políticas nefastas do desemprego, mas exatamente a ação perniciosa, sórdida, dos governantes incapazes, que agirem com objetivo de fazer da fome dos seus semelhantes uma arma política para mudar o sistema de governo.

 

Qualquer pessoa decente, qualquer faminto pai de família sabe que os governadores dos estados é que estão buscando, através do cerceamento das atividades econômicas, promoverem um movimento de massas de famintos contra o governo central. Estão quebrando a cara. Por onde passa. Bolsonaro arrasta multidões e, apesar de todas desgraças promovidas por administradores públicos inescrupulosos, mais aumenta o apoio a Bolsonaro.

 

Quem está impedindo o funcionamento das atividades empresariais são os governadores dos estados, embora contando com a repulsa de prefeitos como o sr. Pazolini, da capital capixaba.

 

 

 


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