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Leviandade.

21/09/2019

 

Tenho pavor de publicidade apressada. Embora escreva diariamente, em momento algum afirmei que iria fazer alguma coisa sem ter a exata dimensão da capacidade do investimento que iria fazer. É o negócio da prudência e do caldo de galinha...

 

Tem dez dias que o governador do Estado anunciou que, nos próximos quatro anos vai investir, em diversas áreas de desenvolvimento, R$ 14 bilhões, conforme a Lei do Plano Plurianual (PPA) enviado à Assembléia Legislativa para aprovação.

 

Desde meus cinco anos de idade ouvi meu pai dizer: “Papai Noel não existe. Papai Noel de vocês sou eu, como o pai de todas crianças”. Confesso, meus sonhos de ganhar alguma coisa de mãos invisíveis morreram ali e, com a mesma prudência, ensinei a meus filhos que a melhor coisa é viver na realidade, do que criar expectativas impossíveis de serem alcançadas.

 

Faz muito tempo ouvi do prefeito da minha capital que a Av. Leitão da Silva, importante via  em obras, que não acabavam nunca, seria um dia a Wall Street capixaba. Como, uma avenida plantada à margem de uma perigosa favela poderá ser um dia centro financeiro de uma capital? Não podia participar de semelhantes fantasias. Nos últimos anos, tenho escutado e lido tantas mentiras que cansei de esperar por elas se transformarem em realidade.  Qualquer jovem arquiteto sabe que é um sonho impossível a reformulação das pistas de rolamento e a inclusão de uma ciclovia na Terceira Ponte, sem promover uma tragédia no precário sistema de mobilidade urbana da região mas, para efeito de propaganda política, vale tudo, até a idéia de se construir uma escada para a Lua.

 

Agora, nas comemorações dos seus 468 anos, o prefeito Luciano Rezende com todo seu “otimismo” afirma que a capital do Estado vai passar por uma remodelação, como ruas, praças e avenidas sem redes elétricas expostas, “galerias de artes” a céu aberto (paredes, muros e portas de lojas serão pintadas por grafiteiros), um negócio que deve ocorrer, assim, meio por encanto, movido a vara de condão, uma verdadeira mágica mas, a mágica maior fica por conta do tamanho geográfico da ilha de Vitória. Quando estava no grupo escolar, aprendi que Vitória ocupava um espaço de 42 Km (quarenta e dois quilômetros quadrados). A partir de 1973, quando os governos Jones dos Santos Neves e Christiano Dias Lopes Filho aterraram a Esplanada da Capixaba e a Enseada do Suá, até a Ilha do Boi, o território de Vitória passou a ter, mais ou menos, 46Km². Agora, na reportagem de A Tribuna do dia 05 de setembro de 2019, diz que Vitória tem 104,3 Km². É um salto fenomenal, até o território inchou, com propaganda.

 

Com as promessas que pairam no ar, de transformação de Vitória em parque tecnológico, centro financeiro e um paraíso para se morar, curto as idéias extravagantes, mas vai demorar muito e pode destruir os que estão prometendo demais no tempo das comunicações por redes sócias.

 

 

 


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Por que as lojas fecham?

20/09/2019

 

A “mola” que move o mundo chama-se DINHEIRO. Ninguém faz nada sem dinheiro. Diz um aforismo que “o dinheiro não traz felicidade”, mas que ajuda pra caramba, isso lá ajuda, e muito...

A GAZETA publicou excelente reportagem na sua edição do dia 10 último, sob o título: “30% das lojas da Grande Vitória estão fechadas. Espaços vazios aumentaram nos últimos quatro anos devido a crise, que impactou locais como Centro de Vitória; Itapõa, em Vila Velha; e Vera Cruz, em Cariacica.

Em parte sim, em parte não. Vários fatores concorreram para que importantes números de estabelecimentos comerciais cerrassem suas portas, a começar pela crise econômica, seguida pela brutal violência (ninguém suporta que seu estabelecimento seja assaltado duas, três, quatro e mais vezes, seguidas); que a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros façam greve e vândalos depredem, saqueiam, destruam de modo implacável, perto de quatrocentos estabelecimentos; morram em torno de 219 pessoas por assassinato, afora exigências impossíveis de serem cumpridas pelos empresários, por parte do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, impostos abusivos aliados às obrigações de natureza fiscais, IPTU abusivo, taxa de marinha, que destroem toda capacidade produtiva, daí o acúmulo de gente na informalidade, mais de 60 milhões.

O sujeito se elege para cargos públicos à base de promessas e, na função, esquecem dos eleitores e das promessas e passam a meter mãos e pés nos bolsos dos contribuintes, na busca de recursos que eles não têm, para arcar com “tais obrigações”, numa imensidão acessórias, para extorquir recursos por vias indiretas. Quando precisam, para seu uso, pilham os cofres públicos. Exemplos sobram.

O comercio é o exclusivo responsável pela movimentação da riqueza de uma nação. O dinheiro, o chamado “giro comercial”, é movimentado pela circulação da mercadoria que, no Brasil, em alguns casos, paga o mesmo imposto três vezes consecutivas, e olhe lá, daí o chamado Custo Brasil, que vem exatamente dos impostos cumulativos, uma das razões.

A insensibilidade governamental, a violência, o acumulo de obrigações fiscais, as extorsões, os roubos praticados por facções políticas, tudo isso destrói os sentimentos de liberdade comercial. Quem suporta ver seu estabelecimento sendo roubado três, quatro e mais vezes, num atestado eloquente de impunidade?

Sei que é impossível, uma estupidez, mas seria interessante que surgisse um maluco, com notória autoridade e carisma para suspender todas atividades nacionais e ditasse uma regra decente, para começar no dia seguinte. Eu seria capaz de estabelecer essa nova ordem...

Será que isso se chama qualidade de vida?...

 

 

 

 


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