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Sonhando com a terra.

23/10/2021

 

Tenho um velho amigo, lá no meu São Mateus, agrônomo Antonio de Pádua Motta, talvez um dos sujeitos que mais ama a terra e vibra toda vez que chove, mandando suas informações, até sobre a maldita seca que, às vezes, ciclicamente nos atormente e nada pode ser feito contra a força e a vontade da natureza.

 

Agrônomo por vocação, por amor ao que faz, o Motta, meu velho conhecido, dá assistência, dentro de sua profissão, a diversas propriedades em seus cultivares. Entende de tudo que se relaciona com a terra, a produção agrícola, daí a convocação que recebe para aconselhar os fazendeiros que precisam de uma sólida orientação.

 

Há muitos anos, quando posso, vou a São Mateus ver o Motta e ver seus afazeres e, num ano de seca intensa, quando o rio Cricaré teve sua grande baixa em sua lâmina de água doce e a salgada, vindo do mar, por ser mais pesada avançava rio acima, atingindo a captação de água doce para o abastecimento de água da cidade, Motta, com seus conhecimentos reclamava a falta de competência para se construir uma barragem submersa, para cercar a lâmina de água salgada, para evitar sua intromissão até o ponto de captação.

 

Lá vão seis ou mais anos que o Motta pregava tal importância e até andei escrevendo por aqui, até que o Daniel da Açaí montou um carro pipa para distribuir água pelas ruas de São Mateus, de graça, conseguindo se eleger prefeito. O Tribunal Regional Eleitoral, diante das denúncias, cassou o mandato do distribuidor de água eleitoreiro mas, estranhos interesses fizeram o processo de cassação parar no Superior Tribunal Eleitoral, permitindo a reeleição do Daniel da Açaí até que a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 700 mil na casa do Daniel da Açaí e na empresa Noroeste News, simplesmente porque, por teimosos ou por burrice o povo de São Mateus vai pelo caminho errado e o município quebra a cara por longos e longos anos, trazendo a desilusão a quem paga impostos.

 

Não é por falta de opção de candidatos bons, fala Motta, como relação do último pleito, mas o mateense realmente perde o rumo, vota no pior.

 

Motta continua sonhando com a terra, em todos os sentidos.

 

 

 

 

 

 

 

 


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Convocao ao futuro.

22/10/2021

 

Sou originário de São Mateus, Espirito Santo, município que, até a década de 40 só tinha ligação, com a faixa cortada pelo rio Doce, para o Sul, através de pequenos navios de cabotagem, como Lude, Serafim Donato, Timbira, Barão de Aimorés, e outros. Era um grande centro produtor da madeira, de café e farinha de mandioca, nada mais.

 

Da data em que saí, indo direto para o Rio de Janeiro, para ser abrigado pela minha tia Corinha (Francisca Santos Morais), retornei à terra 30 anos depois, por imposição do amigo governador Christiano Dias Lopes Filho, para inauguração do sistema telefônico entre Vitória (o mundo) e São Mateus. Tinha um compromisso moral com meu pai, que ali fora preso ao tempo do Estado Novo, que lá não pisaria nunca mais, mas permitiu meu retorno, devido a participação de Christiano Dias Lopes Filho, um dos meus grandes amigos e um dos melhores governadores do Espírito Santo. Retornei à São Mateus anos depois, por pressão do prefeito Ruy Baromeu e meu tio, deputado Alcino Santos.

 

De volta à velha cidade que deu ao Estado governador como Graciano Neves, Nestor Gomes, Jones dos Santos Neves, políticos como Arnaldo Bastos, Alcino Santos, Roberto Arnizaut Silvares, Wilson Gomes, Otavarino Duarte Santos, Ruy Baromeu e outros, também deu (que lástima) Amocim Leite por quatro vezes, e até o Daniel da Açaí. Porca miséria.

 

Na administração de Wilson Gomes ocorreu uma rearrumação da cidade de São Mateus, como ocorreu em Vitória, na administração de Chrisógono Teixeira da Cruz, vindo depois, sucessivas tragédias, e como...

 

O país, os estados e municípios, as cidades, afinal de contas, onde habitamos, refletem a alma do povo. O Estado do Espírito Santo, por exemplo, se tivesse governantes seguidos, como Jerônimo Monteiro, Florentino Ávidos, Carlos Lindenberg, Jones dos Santos Neves, Arthur Carlos Gerhardt Santos, todos com vocação para o desenvolvimento, a seriedade, a responsabilidade com o futuro, seria um primor, uma pequena Suíça em termos de organização. Vieram a má política, a corrupção, a incapacidade administrativa que transformaram no que aí está, sendo sacudida por sobras de administração sérias, como presentemente, para felicidade de todos nós, nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Guarapari. A Serra teve excelente avanço na administração Audifax Barcelos, entrando em decadência devido as tragédias que a incapacidade partidária de escolher melhores nos levam ao retrocesso. Coisas da Política.

 

Há esperança. Parece que o povo brasileiro está bem atento para as “forças” que querem a destruição do país. Vai dar errado, se tentarem, porque a questão da liberdade é algo inerente à nossa formação, desde os primórdios da colonização.

 

Parece que o povo, a sociedade de um modo geral está bem sensível às pregações do presidente Jair Messias Bolsonaro. Não há caminho de volta com Lula e seus companheiros. Esse pessoal está morto, falta enterrá-lo.

 

 

 

 

 

 


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