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Uma militar resolvida

20/05/2018

 

Ganhou as manchetes, o noticiário da TV a ação da cabo PM de São Paulo, Katia da Silva Sastre, que atirou num assaltante à luz do dia, que ameaçou pessoas na porta de uma escola em Suzano, município de Grande São Paulo, e acabou sendo morto com três tiros desferidos pela cabo, que estava entre as pessoas na porta da escola.

Naturalmente que o grupo de apoio à cabo Kátia da Silva Sastre é muito maior, infinitamente mais numeroso do que o diminuto grupo que condena seu procedimento, que entende que deveria permitir o assaltante puxar de sua arma, intimidar muita gente, podendo disparar e até matar alguns, porque ninguém sabe como um homem armado, com ela em punho, o perigo que pode oferecer. No final, a arma do assaltante era de brinquedo.

Seja lá como for, a atitude corajosa, determinada da cabo Kátia está sendo elogiada e, aqueles que admitem que ela foi imprudente, não deveria ter sacado sua arma, poderia ocasionar uma tragédia, vão mudar de ideia quando forem assaltados.  

É preciso que certas pessoas percam a mania de que só policiais sabem empunhar uma arma. Todas pessoas que se disponham a possuir uma arma, precisa treinar tiro ao alvo, ser determinado, corajoso, saber como proceder em situações difíceis.

De janeiro a abril deste ano ocorreram cerca de 414 homicídios no Estado do Espirito Santo. É uma monstruosidade para um Estado de Direito. Onde iremos parar com essa bestialidade?

Há de se convir, é um número razoavelmente grande e demonstra claramente que as, polícias Civil e Militar precisam ter armamento suficiente para enfrentar essa bandidagem que campeia por aí, de uma forma que nos parece até impune, pelo entra e sai de presos nas cadeias do Estado, aqueles que merecem indulto do Dia das Mães para praticar crimes, um favor absurdo, dos que ocorrem apenas no Brasil para bandidos da pior espécie que, em muitos casos, deveriam estar no corredor da morte...

Estranho como pareça, a maioria dos crimes ocorrem aos domingos, numa espécie de acerto de contas.

Tenho escrito inúmeras vezes contra as pessoas andarem armadas, terem uma arma para se proteger. Deixei de lado a ideia do desarmamento, para achar que todos nós temos direito a uma arma, diante da assustadora violência que atinge a todos, indiscriminadamente.

Querer pedir que a sociedade que trabalha, paga imposto para manter a nação possa andar armada, adquirir uma arma regularmente, para se defender, cometem um tremendo erro, punindo a sociedade e favorecendo o bandido. Da a impressão que são devotos da bandidagem.

 

 


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A estupidez do preconceito

19/05/2018

 

Faz pouco ocorreu um fato incomum nos meios universitários do Espírito Santo, o que poderá acontecer em qualquer lugar do mundo, mas logo tratou-se como “racismo” e não como brincadeira de mal gosto ou simplesmente falta de educação. Pedindo silêncio à turma para que pudesse se concentrar nos estudos a jovem negra ouviu demonstrações consideradas agressivas de “muchocho”, que considerou diminuitivas à sua personalidade, o que é muito desagradável.

Infelizmente tudo hoje é levado à conta do “racismo”, quando uma pessoa é de cor escura e sofre críticas de colegas ou de pessoa fazendo, parecer que seja uma crítica à sua cor da pele e não uma questão apenas de natureza social, no português bem claro, falta de educação, de escrúpulos sociais, de respeito ao semelhante, de indignidade, mesmo.

Essas demonstrações de hostilidade não acontecem somente porque a pessoa é negra. Acontecem mais com pessoas que dão uma demonstração, perante aos demais, talvez por culpa de sua origem pobre, de uma humildade que deveria ser combatida dentro de casa, do berço. As pessoas, mesmo pobres, precisam ser altivas, dentro do princípio de que todos somos iguais perante a lei e tudo mais que represente direito.

Tenho pavor de preconceito, de gente metida a besta, que quer transmitir uma impressão de que não vai morrer nunca, vai ficar para semente, como diziam lá no meu São Mateus.

Quando menino, na minha terra, sofri uma pressão moral irresistível por parte de um jovem, filho de turco, grande comerciante, que mandava até que me sentasse em outro lugar, para ele se sentar onde me encontrava. Minha desvantagem era o tamanho dele. Era muito mais alto e muito mais forte e aqueles dois fatores me intimidavam, até que um dia, no campo de futebol, onde treinávamos arremesso de bastão (dardo) ele chegou perto de mim e mandou que acertasse o pé dele com o bastão. Dei as costas e não aceitei a provocação: “Se você é homem acerta meu pé com o bastão. ” Repliquei que não iria fazer aquilo porque iria machucá-lo e não ficaria bem para nós dois. Ele meteu a mão nos meus peitos, me empurrou e quase me derrubou, aos berros: “Filho da puta, se você é homem acerta o meu pé com o bastão! ”

Vendo aquela lasca de pé branco na minha frente, não titubeie: impulsionei o bastão com toda minha força e rapidez para que ele não tirasse o pé da reta, atravessando-o com a lâmina afiada da ponta do bastão, vendo-o se contorcer de dor, prendi o pé dele com o meu, puxei o bastão com força. Foi uma tragédia. Carregaram-no para a farmácia do sr. Américo Silváres, onde foi tratado. Prometeu falar com meu pai. “Pois vá”, repliquei. Nunca mais nos falamos, pelo menos até ontem. Nem sei se já morreu...

As vezes o preconceito leva à humilhação, e pode acabar em morte, mas não é racismo. Racismo é intolerável com o preconceito, uma estupidez.

 

 


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