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Lembranças de 64 I

21/02/2020

 

 

Já faz algum tempo que o Brasil assiste acontecimentos políticos semelhantes aos ocorridos em 1963 quando a turma de aproveitadores políticos que roldeavam João Belchior Marques Goulart (vulgo Jango) queria comunizar o Brasil. Levantou-se em Minas Gerais, movido por mulheres, uma campanha apoiada pela Igreja Católica “As Famílias, com Deus, pela Liberdade”, que começou a tomar corpo pelo país, exigindo a intervenção das Forças Armadas.

Na ocasião, eu era redator político de A GAZETA e fazia uma campanha, com o então deputado Christiano Dias Lopes Filho (PSD), para derrubar o então governador Francisco Lacerda de Aguiar (Chiquinho) e sua camarilha do poder. Na ocasião, companheiros de redação do jornal, como Jackson Lima, Nabor Vidigal, Francisco Silveira, Victor Rodrigues Costa e outros, como o diretor do jornal, Eloi Nogueira da Silva, quando eu chegava na redação, pelas 20 horas, me gozavam, dizendo que tinha chegado o cara para dar mais “um empurrãozinho” na revolução. Eu repetia, para diversão deles: “Esta merda vai estourar. O Brasil não suporta essa corja que quer transformá-lo numa sucursal de Cuba”.

Na noite de 31 de março de 1964, quando as Forças Militares se levantaram em armas, lá em Minas Gerais, em direção ao Rio de Janeiro, que ainda detinha o chamado “centro do poder”, pipocando o movimento em todos os pontos do território nacional, os chamados de comunistas, como Leonel Brizzola, cunhado de Jango, Almino Alfonso, Carlos Prestes e outros afogueados pelo poder, desapareceram como que por encanto. Brizzola fugiu para sua fazenda no Uruguai, “fantasiado” de mulher, com direito a calcinha e sutiã. A formidável imprensa brasileira foi exultante, na saudação aos militares que tomavam conta do poder. Humberto de Alencar Castelo Branco, tido como o “cérebro” do Movimento Revolucionário, foi alçado no poder da República, sendo seu nome aprovado pela unanimidade dos que compareceram ao Congresso Nacional para sufragar sua indicação, com a vacância da presidência, diante da fuga de Jango.

Com Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, a classe política vem ensaiando um novo estilo de socialismo (socialismo no mundo acabou), história muito bem contada pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em seu livro, “A Verdade Sufocada”, daí o ódio que a “esquerda” brasileira o consagra, pelas denúncias que ele faz, dessa corja de aproveitadores, contra o Brasil.

Quem conhece a história do Movimento Militar de 1964, que a esquerda chama de “golpe”, sabe que uma corja política continua empurrando o Brasil para a beira do abismo mas, interessante, não esperavam que surgisse um “maluco”, Jair Messias Bolsonaro (um capitão do Exército, reformado), para capitanear uma campanha para impedir que os esquerdopatas lancem o país no buraco, transformando nosso imenso Brasil numa formidável Venezuela, um verdadeiro câncer político na América Latina.

Vamos assistir, ampliado, uma repetição de 1964. As coisas serão diferentes, suponho...

 

 

 

 


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O negócio da língua

20/02/2020

 

 

Velho aforismo: “A língua é o chicote do corpo”. Tem outros mais interessantes: “Aqui faz. Aqui paga”. Vai por ai...

Dia 7 último, uma sexta-feira, saindo de Vitória com destino ao município de Aracruz, meu amigo, que ia na condução do veículo entendeu, que naquela hora, passando pela av. Leitão da Silva, o trânsito seria melhor, até pegarmos o final da av. Nossa Senhora da Penha. Mal tínhamos começado o trajeto, nos deparamos com a interrupção da avenida, nos dois sentidos, sendo disparados tiros, no morro, lá do alto da favela, com os policiais acocorados atrás de uma parede, se resguardando dos atiradores. Uma cena entre gaiata, furiosa e dantesca, pela violência.

O resultado dessas vergonhosas agitações de bandidos e Polícia teve como responsável a morte de um delinquente, menor, uma guerra de bandidos, onde deu-se o “toque de recolher”, impedindo o trânsito, a abertura de lojas, funcionamento de colégios, e o tiroteio vergonhoso e irresponsável (coisas de bandido mesmo), no centro de uma cidade que já não, suporta mais sua transformação em centro de guerras de facções criminosas e policiais.

Sabe-se que o governador Renato Casagrande anda às turras com a Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, que exigem um aumento de 12%, mas o governador quer dar em três parcelas anuais de 4% e mais algumas promessas de campanha não cumpridas, colocando a Força Policial contra sua pessoa, ou melhor, seu governo...


Com o mundo desabando em sua cabeça, se já não bastasse as tragédias ocasionadas pelas chuvas, o governador Casagrande aproveitou a folia de momo, patrocinada pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende, para desancar o pau nos “bolsonaristas” que o criticam, querendo dar uma de inocente, diante da grave crise com o aparelhamento policial do Estado, onde, até o momento, não pôde cumprir as promessas de campanha, quando, montado na cacunda do então governador Paulo Hartung, que enfrentou uma greve generalizada do sistema policial, com a morte de perto de 300 pessoas, não se atreveu ser candidato à reeleição, prometendo até então sair da vida pública, deixando seus companheiros na orfandade, vendo o eleitorado eleger, à falta de opção, o sr. Casagrande pela segunda vez. É muito caiporismo...


As reclamações do governador contra os “bolsonaristas” ou a próprios companheiros insatisfeitos com sua administração estão fora do contexto. A “guerra” é entre Casagrande e Casagrande mesmo. Ele não sabe o caminho que tomar diante das promessas que fez. Na verdade, as chuvas de fevereiro deixaram o governador meio desnorteado. Paulo Hartung está rindo dos acontecimentos.

 

 

 

 


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