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Destruidora impunidade

02/07/2018

Pode até muitas pessoas acharem que não, que no Brasil não acontece nada de sério, de trágico, de dramático, porque o brasileiro é, acima de tudo um bocó, um trouxa um “quaquaquaquaracá” o que dizem os mexicanos, principalmente, os de língua espanhola chamam de corno manso, um maricas, um vai com as outras, por aí...

O Brasil, nós brasileiros, estamos numa espécie de limiar de grandes acontecimentos políticos e sociais, pelas aberrações da impunidade que assistimos, principalmente da que está vindo da que chamam de Suprema Corte de Justiça, com esses atos de soltura de criminosos os mais audazes, que delapidaram os cofres públicos, quase quebraram empresas como a Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Correios e outras quase que irrecuperáveis.

A chamada chicana promovida por advogados pagos a   peso de ouro para intentarem medidas judiciais para soltarem Lula, José Dirceu e outros bandidos, pode inviabilizar a nação, explodir o país com acontecimentos realmente impressionantes, pela violência, porque certas autoridades imaginam que o povo é covarde, quando na realidade tudo tem um limite e o nome de Gilmar Mendes soa como um vitupério, um imenso palavrão de imoralidade, que é tremendamente espantoso como a vulgaridade atingiu membros da mais alta corte de justiça do país, como se estivéssemos numa Venezuela, apodrecida, desmoralizada, devido exclusivamente às suas autoridade totalmente desqualificadas para a profissão que exercem.

Essa gente sem escrúpulos, não está enxergando o trabalho impar que está sendo desenvolvido no campo da Justiça pelo juiz federal Sérgio Moro, um corpo de promotores, a própria Polícia Federal e uma meia dúzia de juízes espalhados que querem ver o país mudar, que querem acertar, mas sofrem os empecilhos daqueles que acham que mesmo estando acima dos limites da impunidade, nada os atinge.

É inacreditável que de dentro da cadeia, onde foi condenado a 12 anos de prisão, Lula e sua turma age com um grande descaramento para se tornar candidato à presidência da República, como se nada tivesse acontecido, como se ele fosse um semideus, um sujeito do outro mundo, um Messias, para nos salvar, quando na verdade, com sua companheira Dilma e um bando de ladrões ajudou a destruir com a economia do país, participando de atos indecorosos no campo da corrupção, como se ninguém estivesse vendo.

Isso tudo que está acontecendo, essa monstruosa impunidade, irá levar o país para uma posição desastrosa.

Quem viver mais seis meses, verá...


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Um sonho de restauração

01/07/2018

Recente, escrevi aqui sobre a morte de uma das figuras que mais trabalharam pelo desenvolvimento de Vitória, a capital do nosso Estado, por quem nutria um grande amor e, aqui, desenvolveu um grande projeto no campo do empreendedorismo: Antonio Neffa Sobrinho.

A propósito do meu comentário, onde comentei sobre um dos encontros que mantive com ele, a respeito da mansão de propriedade de sua família e onde frequentei na nossa juventude, no alto, defronte ao velho mercado da Capixaba, rua Wilson Freitas, exposta hoje ao pior uso, invadida por marginais, recebi do acalentado amigo Helder Schwambach, sobre meu comentário, observações interessantes, que acrescenta mais do que eu disse à figura de Antonio Neffa Sobrinho e da Mansão dos Neffas, ao abandono...

Agradeço ao Helder o reforço na idéia de revitalização da Mansão dos Neffa, o “Castelinho”, me permitindo reproduzir seu comentário:

“Caro Gutman,

Por aqui sentindo-se até um pouco esperançoso com este seu registro e lembrança do agora saudoso Antonio Neffa Sobrinho.

Discretíssimo filho de imigrantes, empreendedor daqueles raros pioneiros que merecem e merecem em vida longa de trabalho incansável honras de sua terra que escolheram e foram escolhidos para fazer o bem e o melhor aos seus e a comunidade que os cerca com emprego e renda.

Quando jovem estudante na então magnífica Escola Técnica Federal dos anos 70 com o professor Zenaldo Rosa entre outros que ali dirigiram expansão com o estádio governador Bley residia eu na rua deputado Nelson Monteiro “explanada capixaba” modesta “República” bem ali embaixo do “Castelinho” obra e arquitetura espetacular da década de 20, subia curioso escadaria nº 40 ou rua Wilson Freitas e até o nº 300 a imaginar, ver e rever a vista da Jerônimo Monteiro, Capitania dos portos, a baia e navios desde o histórico forte São João com clube Saldanha da Gama e monumental rochedo “Penedo”. Esta “visão” pode ser hoje simulado em computação gráfica e outras tecnologias. Sem ainda muitas torres na avenida princesa Isabel e avenida  Beira Mar praticamente limpas indicando a expansão da nova “cidade” haveria de tomar o Arrabalde rumo ao norte e oeste da ilha, pensados décadas antes, um crescimento ordenado e fora do maciço central adentrando o canal, o que não foi infelizmente contido pelas administrações e hoje tragédias anunciadas morro acima e abaixo ou palafitas e mangues que nem a heroica defesa civil e corpo de bombeiros podem reaver e salvar senão agir em desastres previsíveis, além da violência e tráfico incontroláveis. Lá na mansão sem teto “residem” sim ilustres moradores “de rua” segurança pública. Prende e solta... solta e prende uma tragédia sem fim.

Já faz bem uns 35 anos que moro de fronte Praia da Costa e outros 20 anos antes por aqui, das fontes das montanhas capixabas engarrafava e entregava a custo agua mineral com meu pai desde os 10 anos cedo oficio, em parte “custear” estudos e a manter-se na “república“ dos meus tios nos anos seguintes. Agora rotineiramente, por coincidentes razões geográficas, encontro meu, de novo, mais velho vizinho, Carlinhos Neffa, creio o mais novo e último a deixar a referida “mansão da explanada”, com o qual vez por outra temos o prazer de lembrar um pouco das histórias que não muito faz lembrar um sentido de restauro e preservação da casa de sua família em memorial, ao contrário que nunca veio acontecer, ainda. Senão pelo raro registo nesta entrevista recente (2017).

O que uma administração pública faria ou fez de bom com um “tombamento” do “CASTELINHO” por “reconhecido valor cultural”, senão dizimá-lo? Dr. Vitor Buaiz então prefeito da capital? Legado de abandono e depreciação inacreditável em décadas neste e outros tantos “monumentos da história da ilha”, que não sejam salvos pelo esforço e determinação de poucos sem o poder público não encontre um jeito de atrapalhar ou impedir com sua praga burocrática e propósito malfeitor. Via de regra cartorial e fiscal entretantos...?

Com os projetos recentes de restauro e destinação nobre para a construção do forte São João e sua belíssima arquitetura, assim como feito com o imponente teatro Glória, esta passagem do legado do Sr. Antonio Neffa Sobrinho um relato de esperança talvez reste uma última? para a “mansão dos Neffa” ou histórico “CASTELINHO” de rara arquitetura do francês Joseph Gire (Copacabana Palace entre outros). Outra uma ação efetiva semelhante para desatar tantos “nós” e desafios que impedem sua integral recuperação original do projeto, em uma “força tarefa” na parte complementar inestimável para o roteiro turístico e cultural na “cidade” de Vitória e um dos, senão o último elemento mais raro no complexo explanada desde o forte, Capitania, até o Teatro Gloria. Passando pelo velho mercado em recentes chamas, até o porto original e alfândega, Parque Moscoso e Vila Rubim, Ponte Florentino Avidos, “ Ponte Seca”. Isso para dizer dos últimos 100 anos... em breve o que resta desta história virará pó. Se esta esperança não se consumar em nova arte do bem para o legado de Vitória aos seus descendentes. Imigrantes ou não. Aqui o breve relato dos “Mistérios do Castelinho”, de viva voz pelo seu último residente da família."

 

 


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