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Tragédia e burrice

02/02/2019

 

Tenho dito e respeito, desde que o sr. Eliezer Batista passou pelas superintendência e presidência da Vale, que se trata de um maldito empreendimento para exportar minério de ferro a preço vil e empobrecer a nação, muito embora o “chafão”, em defesa da empresa, afirmara que o minério de ferro era abundante na face da terra. Mas esquecia de dizer que ele, acaba...

Três anos atrás ocorreu o rompimento da barragem da Samarco-Vale, em Mariana, Minas Gerais, num processo que nunca chega ao fim e sem definição quando a empresa voltará a funcionar.

Agora, vem a notícia do rompimento da barragem do Feijão, na região de Brumadinho, com o número de mortos totalmente indefinido, devido a quantidade de desaparecidos, podendo chegar a mais de 300.

O grave problema do Brasil é a burrice, a incapacidade gerencial dos nossos dirigentes o que Lula fez, entregando o comando da Vale ao PT, através de fundos de pensão, um vereador do seu partido, dá no que estamos assistindo: uma grande merda...

Dezenas de lagoas servindo como depósito de rejeitos minerais estão na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. É preciso que se diga que 90% dos resíduos jogado fora são formados por argila (barro), e ainda em torno de 10% por areia e restos de minério, atirados em lagoas imensas, tidas como depósitos.

Nos quase 80 anos de exploração das jazidas de minério de ferro em Minas Gerais, nada se fez para atrair donos de olaria de Minas para trabalhar os vastos depósitos de argila, para transformá-los em lajotas, artefatos diversos de barro, como manilhas, calçamentos de tijolo queimado, etc. Perguntamos, então: “Por que a Vale não se preocupou na industrialização dos resíduos, incentivando, financiando, com a montanha de dinheiro que tem, pequenos empreendedores? Simplesmente ganância.

A Vale é uma empresa estatal, mascarada por fundos de pensão e o Itaú como sócio minoritário, mas é, uma espécie de golpe ensaiado por Fernando Henrique Cardoso. Privatizar de mentirinha...

A Vale, a Samarco, nenhuma mineradora, nada, vale uma vida humana. Esse pessoal, metido a dono do mundo, responsável direto pelas tragédias de Mariana e Brumadinho não avalia o sofrimento de uma família, de uma mãe, a perder um filho, um ente querido.

A irresponsabilidade e do governo de Minas Gerais, do Ibama, dos chamados órgãos ambientais nos casos dos desabamentos das barragens de Mariana e Brumadinho precisa ter um fim: na cadeia. Esse pessoal não podia andar solto. A incompetência dessa gente, solta, pode provocar novas tragédias.

A sociedade precisa de uma resposta.

A Vale até hoje não teve uma atitude decente, convincente, para jogar tanto pó preto na cara dos capixabas, pelo Porto de Tubarão.

 

 

 


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Nada dá jeito

01/02/2019

 

Em 1941, sobre a forma do cobrar tributos federais, meu pai, o velho Mesquita Neto, escrevia em seu jornal, O NORTE, lá no meu São Mateus, “Que o governo ignora o que se passa no interior do Brasil, onde o pobre come mamão com farinha. Mamão, porque o mamoeiro nasce atoa; farinha, quando Deus dá”. Desmentindo o fato de que “o governo ignora o que se passa no interior do Brasil”, um mês depois estava preso, acusado de comunista, incitar o povo contra o governo e um monte mais de besteiras...

Seis meses depois, quando foi libertado, meu pai vendeu tudo que tinha em São Mateus e foi embora, para nunca mais voltar.

Já naquela época, meu pai dizia que a luta de uns poucos, era inglória, porque nada consertaria as mazelas brasileiras. “Elas irão crescendo, crescendo de forma tão abruptas que, só uma revolução, uma grande tragédia, para colocar a nação nos trilhos...”

O temo passou e temos assistido coisas impressionantes na vida pública brasileira. A corrupção se tornou um negócio endêmico, um parasitismo enervante, nojento, em TODOS os setores da vida pública.

Nos 78 anos decorridos da prisão do meu pai, suas observações de que o Brasil não tinha jeito, o único despertar dele, para uma mudança no Brasil, foi o Movimento Militar de 1964, com o marechal Humberto de Alencar Castello Branco à frente. Meu pai, como se dizia naquele tempo, era “irmão de sangue” do general Bertoldo Klinger, que morava no bairro da Piedade, no Rio de Janeiro, que conheci bem de perto.

Meu pai dizia: Com o Castello, ou o Brasil acerta, ou entorta de vez. Castello Branco foi o único estadista que o Brasil teve em toda sua história. A classe política brasileira rodeou os militares com mesuras, salamaleques, com a “doutrina do engrossamento” que não teve jeito, com tipos traidores como José Sarney, Ulysses Guimarães e outros, resultando nesta merda de mensalão, Lava Jato e outras coisas piores, como a Constituição de 1988.

Coube a Sarney desgraçar com o Programa de Reforma Agrária, chegando agora, com os dados levantados pelos auditores do Tribunal de Contas da União, ao seguinte ponto:

Entre os beneficiados com o Programa de Reforma Agrária, que recebem terra e recursos, 61.965 são empresários; 144.621 são servidores públicos; 37.997, são mortos; 1.017, são politicos eleitos, 847 vereadores, 96 deputados estaduais, 69 vice-prefeitos 4 prefeitos e 1 senador.

Todos são proibidos por lei a entrarem no programa de Reforma Agrária, criado para atender famílias com renda de até três salários mínimos e que lidam diretamente com a terra.

O mesmo acontece com o Bolsa Família. No apoio a programa do pescador, que por qualquer motivo (defeso) está proibido de pescar, tem mais “profissionais da pesca” do que peixe nos rios, mares e lagos.

Coisa do Brasil. Nada dá jeito. Resta ver o que Bolsonaro vai fazer.

 

 


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