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Histórias das pandemias

19/06/2020

 

Com a chegada do coronavírus ao Brasil, antes do carnaval de2020, ao apagar de 2019, quando o governo federal começava a tomar providências para retirar brasileiros que trabalhava em Wuhan, centro da explosão virótica na China, passei a me aprofundar na leitura de “A História e suas Epidemias” (“A convivência do homem com os microorganismo”) de autoria do professor Stefan Cunha Ujvari. Na apresentação do importante trabalho o renomado médico Dráuzio Varella diz: “Este é um daqueles livros que a gente começa e não consegue parar de ler. Conta a história de como a espécie humana resistiu aos ataques dos microorganismos que habitam a Terra há quatro bilhões de anos.”

 

Ler é uma arte. Requer tempo e cuidado, como se isolar do mundo em sua volta e mergulhar de cabeça no conteúdo que a sabedoria humana alinhavou, para nosso conhecimento.

 

O livro é fantástico, fascinante e não será possível examiná-lo em apenas 50 linhas de 72 caracteres mas, conhecendo a China, me fixei à página 25, onde o professor Stefan Cunha Ujvari destaca: “ A crença na origem divina das doenças e epidemias não impediria que povos da Antiguidade, como os etruscos, já expressassem em sua cultura cuidados om a higiene e o saneamento. Desde a época dos etruscos, primeiros habitantes da Península Itálica, a importância dada à saúde pública aparecia com a realização da drenagem dos pântanos e o suprimento de água limpa e potável. Os pântanos eram relacionados ao surgimento de doenças infecciosas, as famosas febres, o que os tornava localidades pestilenciais. Evitam-se construções de cidades próximas a esses locais e, posteriormente, iniciaram-se a drenagem e o aterro dos pântanos ao redor das cidades.

 

Naquela época, ao longo da costa do Mediterrâneo, existia a malária, responsável pelas febres originárias dos pântanos. O parasita que causa a malária reproduz-se em mosquitos, e o homem a adquire ao ser picado por esses insetos, que inoculam o agente no sangue. Como o mosquito prolifera em regiões alagadas, a doença era muito comum em tais locais e nos pântanos. Após a drenagem ou aterro de uma área alagada, eliminavam-se os reservatórios de água parada, lugares de reprodução dos mosquitos. Uma das primeiras observações era a de que as febres, comuns nessas regiões, terminavam. Jamais se relacionou o aterro ou a drenagem à extinção dos mosquitos, mas sim ao fim do odor desagradável que a região apresentava, ou seja, ao “mau ar” que provocava as febres. Isso deu origem ao nome das febres: malária (“mau ar”).

 

Para os habitantes da Roma imperial era indiscutível que as febres desapareciam graças às medidas destinadas a evitar o mau ar dos pântanos. Essa relação de causa e efeito reforçava, culturalmente, a importância de água limpa e higiene para a população. As ruas eram limpas sob fiscalização, cabendo aos moradores a responsabilidade de remover as sujeiras ali encontradas. Os mercados eram vigiados, incluindo os bens de consumo. Alimentos também passavam por rigorosa inspeção, o que evitava a compra de produtos estragados e contaminados. Os funerais eram proibidos dentro da cidade, restringindo-se às localidades além de seus muros, comuns na Via Ápia. Posteriormente, passou-se ao hábito da cremação.

 

A importância de consumir água potável obtida em poços surgiu nessa época remota, em que se evitava a ingestão da água do rio Tibre e se construiu o primeiro aqueduto – Água Ápia – no final do século IV a.C., obra do censor Ápio Cláudio Crasso. Cinquenta anos depois, foi necessária a edificação de um segundo aqueduto, Água Anio. Com o constante desenvolvimento da cidade, o número de aquedutos cresceu: foi erguido o Água Marcia, no século II a.C.; e os aquedutos Júlia, Augusto e Virgo, no tempo do Imperador Augusto. O Água Marcia fornecia água limpa retirada a 37Km da cidade. Foram construídos 14 aquedutos que forneciam água limpa e potável para a população. NO percurso dessas construções , havia bacias que funcionavam como piscinas para a sedimentação das impurezas, o que tornava a água ainda mais limpa. A população romana recebia quarenta milhões de galões de água por dia, cerca de quarenta galões por pessoa.

 

Além de dispor de água limpa para consumo, Roma tinha uma rede eficaz de esgotos. Existiam mais de 150 latrinas públicas em toda a cidade, que encaminhavam adequadamente os dejetos para um sistema de esgoto subterrâneo, e a Cloaca Máxima foi o maior exemplo disso visto até hoje. Todos sabemos que, ao surgirem os primeiros sintomas de diarreia, tentamos nos lembrar de alguma comida suspeita ou de água contaminada que tenhamos ingerido. As bactérias causadoras de diarreia entram no organismo desse modo, e os romanos correram um risco muito pequeno de enfrentar epidemias desse mal. Mesmo desconhecendo as bactérias, eles construíram uma rede de abastecimento de água potável e um sistema de esgotos responsável pela profilaxia de diarreias.

 

É curioso que esse sistema eficaz tenha sido construído há dois mil anos em Roma e, após a decadência do Império, não tenha sido adotado nos séculos seguintes, mas apenas no século XIX. Pelo contrário, as cidades medievais não dispunham de sistemas de esgotos, os dejetos acumulavam-se próximos aos muros e fluíam para os rios, de onde a população muitas vezes retirava a água que ingeria.

 

A cultura do Império Romano instituiu o hábito e o prazer do banho. A quantidade de termas aumentou naquele período. Os habitantes pagavam a entrada e passavam horas desfrutando dos banhos quentes e frios. No tempo do Imperador Diocleciano, estima-se que havia mais de oitocentas casas para banho. Desde pequenos, somos orientados sobre a importância de lavar as mãos antes das refeições e tomar banhos diários. A higiene constante das regiões íntimas diminui a contaminação das mãos com bactérias fecais, o que evita diarreias. Assim, o hábito do banho também contribuiu para a prevenção de diversas infecções. Além disso, dificultava as infestações por piolhos e, com isso, prevenia-se o tifo."

 

Nota Final:

A quem está entregue a política de saúde sanitária no Brasil? Qual foi o último sanitarista de verdade que esteve no comando do Ministério da Saúde? Depois do sanitarista Hamilton Machado de Carvalho, quem esteve à frente da Secretaria de Saúde do Espírito Santo?

 

Nem todas as pragas vêm da China... Vem mais da incapacidade de certos tipos de administradores incompetentes.

 

 

 

 

 


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Quer conhecer o tirano?

18/06/2020

 

É a velha história: “Se queres conhecer o tirano, dá-lhe o poder. ” Pode ser o presidente da República, o governador de um Estado, um simples prefeito municipal, o guarda da esquina, de plantão. Dá-lhe uma farda, um cassetete e, na pior das hipóteses, um revolver, que ele se transmuda, se transforma, se o tempo, a educação os exemplos não o moldaram a ser um cidadão que respeita a lei da nação, a Constituição, a hierarquia instituída por ela, a Carta Magna, o respeito ao direito, acontece o que presentemente assistimos no país, onde o “guardião” da Carta Magna é que promove o esbulho dela.

Se medirmos no tempo, nos últimos 35 anos de desmandos que sacudiu o Brasil, com seguidos desgovernos marcados por profundos processos de corrupção, à beira do abismo que nos situamos hoje, com a inversão de procedimentos jurídicos estabelecidos por decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal, gerando um conflito de interesses administrativos e sociais da Nação como nunca ocorreu na nossa história, carecendo uma forte preocupação das Forças Armadas, pelos rumos incertos dos acontecimentos, vimos surgir, a despeito da férrea vontade da maioria da nação, de mudar o comando político nacional, diante de tanta corrupção, os poderes corrompidos durante os últimos 35 anos, onde todos se acumpliciaram nos mais impressionantes escândalos de corrupção, o surgimento de um valor moral maior, inconcebível para atualidade, virou alvo de um enrustida malta de ladrões, perversos delinquentes, muitos transformados em audazes tiranos, colocando a sociedade aprisionada dentro de suas casas, sem ter a necessária educação básica para avaliar a destruição da nação, desde que seu próprio ego de ditador tirano seja coroado com suas falações, notoriamente aos sábados, perante as câmeras de TV cordatas sempre com o estatuo quo do imperialismo bestial e, para coroar tal façanha inconsequente, do aprisionamento de quem precisa trabalhar, para sobreviver, coroa a noite de prazeres com uma camerata (?) para espanto de uma sociedade bestificada com a insensatez, com a desesperança de centenas de mortos, de milhares de desempregados, órfãos desvalidos pela incapacidade do raciocínio lógico de autoridades inconsequentes.

 

Quando toda essa tirania terá fim?

 

 

 

 

 

 


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